Siga-nos

Perfil

Expresso

Internacional

Presidente eleito das Filipinas quer pedir desculpa ao Papa por lhe ter chamado...

  • 333

Noel Celis / Getty Images

...“filho da puta”. Rodrigo “Digong” Duterte, que várias organizações de defesa dos Direitos Humanos acusam de ter levado a cabo uma campanha de execuções extrajudiciais durante mais de 20 anos, venceu as presidenciais filipinas com larga vantagem sobre os rivais

O Presidente eleito das Filipinas, Rodrigo "Digong" Duterte, planeia ir ao Vaticano para pedir pessoalmente desculpa ao Papa Francisco por um insulto que lhe dirigiu, anunciou o seu porta-voz esta quinta-feira. Duterte "quer visitar o Vaticano" para "homenagear o Papa" mas também "para se explicar” e “pedir-lhe o seu perdão", disse o chefe do gabinete de comunicação de Duterte.

Num país com 80% de católicos fervorosos, esta foi a declaração de Duterte que caiu menos bem durante a campanha para as presidenciais da passada segunda-feira, na qual chamou “filho da puta” ao Papa por ter provocado engarrafamentos na capital, Manila, durante uma recente visita às Filipinas.

Entre várias outras declarações controversas proferidas pelo "Donald Trump do leste", o agora Presidente eleito disse lamentar não ter sido o primeiro a violar uma missionária australiana que morreu durante um motim numa prisão de Davao em 1989. Essa autarquia foi dirigida por Duterte durante 22 anos e é nessa qualidade e na de procurador da mesma cidade que eleito é acusado de ter ordenado as execuções extrajudiciais de mais de 1000 condenados.

Na campanha para atrair uma maioria dos 54 milhões de eleitores filipinos, Duterte prometeu encetar a mesma estratégia que aplicou em Davao a nível nacional caso fosse eleito. "Esqueçam as leis [de defesa] de Direitos Humanos. Se eu chegar ao palácio presidencial, farei o que fiz enquanto autarca. Vocês traficantes de droga e os que não fazem nada bem podem desaparecer. Porque enquanto autarca eu ter-vos-ia matado."