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Presidente da Guiné-Bissau demite o Governo

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Presidente da Guiné-Bissau, José Mário Vaz

MONEY SHARMA/AFP/Getty Images

Um decreto presidencial põe fim ao Executivo liderado por Carlos Correia. O atual Governo estava em funções desde abril de 2014, mas sofreu uma remodelação em outubro passado

Manuel Cavazza

O Presidente da República da Guiné-Bissau demitiu esta quinta-feira o Governo de Carlos Correia, o segundo do PAIGC desde as eleições de 2014.

O decreto presidencial foi publicado horas depois de José Mário Vaz ter deixado uma mensagem à nação, difundida pela Rádio Jovem, em que afirmou que "demitir o Governo e iniciar um processo de audição às forças políticas" é a única solução para a crise institucional no país.

A decisão do Presidente guineense surge um dia depois do líder do Partido Africano da Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC), Domingos Simões Pereira, ter admitido que a dissolução do Parlamento estava em cima da mesa.

Em causa está a divergência entre o partido do governo, o PAIGC, e o maior partido da oposição, o PRS (Partido da Renovação Social) quanto à expulsão do Parlamento de 15 deputados em janeiro deste ano, acusados de “indisciplina partidária por se aliarem à oposição”.

Recorde-se que José Mário Vaz reuniu-se ao longo desta semana com os partidos com assento parlamentar e o Conselho de Estado para fazer uma análise à situação política no país.

Além disso, várias sessões no Parlamento guineense foram interrompidas por causa das trocas de insultos e ataques pessoais entre deputados.