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Gás lacrimogéneo, um ferido e vários detidos no dia em que saída da Dilma ficou garantida

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Ruas das principais cidades do Brasil são palco de protestos pró e anti-Dilma há mais de um mês

Victor Moriyama

Pelo menos um manifestante ficou ferido durante confrontos com a polícia militar no centro de Brasília na quarta-feira à noite, à hora em que terminava o debate extraordinário do Senado sobre afastamento da Presidente, que esta quinta-feira deverá ser suspensa

Confrontos entre a polícia militar e manifestantes concentrados no centro de Brasília contra a destituição de Dilma Rousseff resultaram em pelo menos um ferido e mais três detidos, a juntar às detenções de mais manifestantes noutras grandes cidades do Brasil.

Os confrontos de quarta-feira à noite aconteceram à hora em que os 81 membros do Senado brasileiro se preparavam para suspender uma sessão extraordinária que será concluída esta quinta-feira e que definirá o futuro político da Presidente. Com pelo menos 53 senadores a declararem que vão votar a favor da destituição de Dilma, é quase certo que será suspensa do cargo por um período máximo de 180 dias, ou seis meses, até à conclusão do seu julgamento pelo presidente do Supremo Tribunal Federal.

De acordo com os media locais, os manifestantes pró-Dilma atiraram pedras e outros objetos contra os agentes da polícia, usando ainda fogo de artifício. A polícia militar respondeu com gás lacrimogéneo, gerando confrontos que terminaram em pelo menos um ferido.

Segundo o jornal "Correio Brasiliense", três homens foram detidos pelas alegadas agressões à Polícia Militar e um recebeu assistência médica dos bombeiros por ter inalado uma elevada quantidade de gás lacrimogéneo.

Citada pelo mesmo jornal, a Secretaria de Segurança avançou que cerca de cinco mil manifestantes estiveram concentrados ao longo da tarde de quarta-feira na Esplanada dos Ministérios, quatro mil deles contra o 'impeachment' de Dilma Rousseff e mil a favor.

O diário "Estado de São Paulo" diz que os confrontos aconteceram quando os manifestantes tentaram derrubar a divisória instalada no meio da principal avenida da capital brasileira para separar os grupos favoráveis e contrários ao afastamento da Presidente.

No Rio de Janeiro, esta quarta-feira ficou também marcada por conflitos entre manifestantes contra e pró-Dilma em dois momentos diferentes, com os dois lados da barricada a reclamarem o direito de protestar na Cinelândia, segundo o portal UOL. Um dos confrontos começou quando um manifestante vestido de Batman que defende o afastamento de Dilma decidiu provocar os que defendiam o contrário, passando no meio deles.

Em São Paulo, um outro homem foi detido na avenida Paulista sob acusações de violência e desrespeito pelas autoridades, após uma contenda com um grupo que apoia o 'impeachment', avança o mesmo portal.

Para esta quinta-feira, estão previstos novos protestos nas maiores cidades do Brasil, perante o provável afastamento da Presidente sob acusações de ter manipulado os números da performance económica brasileira antes das eleições presidenciais de 2014, em que garantiu a recondução no cargo.

Para que a moção pelo "impeachment" apresentada pela câmara dos deputados brasileira seja aprovada, é necessário que pelo menos 41 dos 81 senadores votem a favor. Na quarta à noite, pelo menos 53 deles sinalizaram que vão dar o seu aval.

Depois dessa sessão extraordinária na câmara alta do Congresso brasileiro, a Presidente esteve reunida com alguns ministros no Palácio do Planalto, tendo gravado um vídeo que será publicado nas redes sociais assim que a votação no Senado for concluída esta tarde. Segundo o gabinete da presidência, Dilma vai ainda falar à imprensa assim que a decisão for conhecida.

  • Mais de metade dos senadores já aprovaram destituição de Dilma

    Um total de 55 dos 81 senadores deram luz verde à destituição de Dilma Rousseff. Era necessário uma maioria simples de 41 para que a Presidente fosse suspensa de funções no âmbito do processo de afastamento iniciado pela câmara dos deputados há um mês. Dilma já tem vídeo preparado para a despedida, que será publicado nas redes sociais assim que for oficialmente notificada sobre o resultado da votação desta quinta-feira na câmara alta do Congresso

  • Dilma fala à imprensa assim que Senado ditar o seu afastamento

    Palácio do Planalto informou que a Presidente brasileira vai falar aos jornalistas e divulgar nas redes sociais um vídeo dirigido à população, assim que o processo para a sua destituição for concluído na câmara alta do Congresso. Maioria simples dos 81 senadores já disse que vai votar a favor, pelo que Dilma Rousseff será suspensa esta quinta-feira e por um período máximo de 180 dias

  • Em direto: Senado brasileiro vota afastamento de Dilma

    A câmara alta do Congresso brasileiro já está a debater o processo de afastamento da presidente Dilma Rousseff. Para que o processo de impeachment siga adiante terá de ter o voto favorável de metade e mais um dos senadores, isto é, uma maioria simples. E vai ser uma sessão longa – entrará pela madrugada portuguesa