Siga-nos

Perfil

Expresso

Internacional

Obama não pede desculpas pelo bombardeamento de Hiroshima

  • 333

KIMIMASA MAYAMA

O Presidente dos Estados Unidos visita o monumento à paz em Hiroshima e vai reforçar laços estratégicos com os aliados na região

Cristina Peres

Cristina Peres

Jornalista de Internacional

O carácter histórico da primeira visita de um Presidente dos Estados Unidos a Hiroshima tem vindo a ser sublinhado desde que foi anunciada a viagem de Estado ao Japão, no final deste mês.

Depois de Cuba, o chefe de Estado americano quebra outro tabu da política norte-americana. Porém, a Casa Branca quis deixar bem claro, na terça-feira à noite, que Obama não irá apresentar desculpas pelo bombardeamento da cidade japonesa levada a cabo pela aviação americana no final da II Guerra Mundial.

Segundo a agência Reuters, Obama - que foi agraciado com o Prémio Nobel da Paz de 2009 em parte por ter posto a não-proliferação nuclear no topo da sua agenda - visitará o local onde foi largada a primeira bomba nuclear da história na companhia do primeiro-ministro japonês, Shinzo Abe.

Esta visita ao Japão integra-se num périplo pela Ásia que decorre entre 21 e 28 de maio, e que inclui o Vietname pela primeira vez. O objetivo da viagem de Estado é reforçar o “pivot” geopolítico na região no momento em que países amigos e aliados têm questionado o empenho dos EUA na região.

Relativamente à necessidade de deixar claro que não haverá um pedido de desculpas por parte de Washington, a Reuters cita Ben Rhodes, o vice-conselheiro de segurança do Presidente: “Ele não vai revisitar a decisão de usar a bomba nuclear no final da II Guerra Mundial. Vai, sim, oferecer uma visão de futuro respeitante ao nosso futuro partilhado”.

A passagem pelo monumento à paz no parque de Hiroshima significará um novo nível de reconciliação entre dois Estados que foram inimigos e são agora aliados próximos.