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Número de mortos na Síria sobe para 400 mil

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ILYAS AKENGIN/Getty

Grupo Internacional de Apoio à Síria alerta que as várias violações ao acordo de cessar-fogo estão a ameaçar o processo de paz e defende que é fundamental que o regime de Bashar al-Assad manifeste vontade de avançar na transição política

A guerra civil na Síria já causou 400 mil mortos nos últimos cinco anos. A estimativa é do Grupo Internacional de Apoio à Síria, constituído por 17 países que apoiam a oposição ao regime de Damasco, que reviu em alta esta segunda-feira o número de vítimas no conflito.

O grupo esteve reunido na segunda-feira em Paris, tendo manifestado preocupação quanto às negociações para a paz na Síria, frisando que as várias violações ao acordo de cessar-fogo estão a ameaçar o processo. “A crise síria encontra-se num momento crítico. O regime de Bashar al-Assad viola a trégua e não autoriza as Nações Unidas (ONU) a levarem ajuda humanitária que só chega a 25% da população que precisa”, declarou o ministro francês dos Negócios Estrangeiros, Jean-Marc Ayrault.

De acordo com o governante gaulês, é fundamental que o regime sírio manifeste vontade de avançar na transição política, sendo que até agora não foi demonstrada nenhuma intenção “concreta”. “Não vemos nenhuns avanços por parte do regime de Damasco”, disse o MNE francês, citado pelo “Figaro”.

“Por enquanto são apenas palavras no papel”, observou John Kerry, alertando para o facto de o regime de Bashar al-Assad ter que passar para a ação.

No encontro em Paris participaram o secretário de Estado norte-americano, John Kerry, a chefe da diplomacia europeia, Federica Mogherini, assim como representantes dos Ministérios dos Negócios Estrangeiros do Reino Unido, Alemanha, Itália, Qatar, Turquia, Jordânia e Arábia Saudita. Também o líder da oposição ao governo sírio, Riyad Hijab, marcou presença na reunião, em que ficou unânime a necessidade de manter a pressão internacional para o respeito da trégua e aprofundar o processo de paz na região.

A reunião teve lugar depois de o Exército sírio ter anunciado que iria prolongar por 48 horas a trégua na cidade de Alepo.

Recorde-se que no final do mês passado, o enviado especial da ONU para a Síria, Staffan de Mistura, já tinha advertido que o acordo de cessar-fogo acordado entre o regime de Damasco e a oposição armada — que entrou em vigor no passado dia 27 de fevereiro — estava em próximo do “colapso total”.

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    O Governo sírio continua a ser apontado como o responsável pelo ataque recente a um campo de refugiados na província síria de Idlib, perto da fronteira com a Turquia, que resultou na morte de 30 pessoas e feriu outras 80, incluindo mulheres e crianças. Damasco e Moscovo têm negado todas as acusações