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Filho de Bin Laden apela à união jiadista na Síria

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Captura de ecrã da Al-Jazeera em que se vê Hamza bin Laden, no Afeganistão, por altura do início dos bombardeamentos dos EUA, em novembro de 2001

© Reuters

Na velha tradição do pai Osama, Hamza bin Laden divulgou uma gravação áudio onde defende que a guerra na Síria é “o melhor campo de batalha” para “a libertação da Palestina”

Margarida Mota

Jornalista

Osama bin Laden morreu há cinco anos, mas deixou sucessores em matéria jiadista. Um dos seus 24 filhos, Hamza bin Laden, gravou uma mensagem de áudio, divulgada na internet, onde apela à união jiadista na Síria que considera ser o “melhor campo de batalha” para “libertar Jerusalém”.

“A estrada para a libertação da Palestina é hoje muito mais curta do que antes da sagrada revolução síria”, disse. No conflito sírio, a Frente Al-Nusra é o grupo mais próximo da Al-Qaeda. Este grupo jiadista combate o regime de Bashar al-Assad e também o autoproclamado Estado Islâmico (Daesh).

“A ummah [nação islâmica] devia concentrar-se na jihad [guerra santa] no Levante e unir as suas hostes de mujahidin [combatentes] nessa zona”, disse o filho do fundador da Al-Qaeda. “Não há mais desculpas para aqueles que insistem em divisões e disputas numa altura em que todo o mundo mobilizou-se contra os muçulmanos.”

Hamza bin Laden nasceu em 1991 e, cre-se, era o favorito de Osama. À semelhança do que acontecia com o pai, o seu paradeiro não é conhecido. A mãe, Khairiah Sabar, era uma das três esposas que viviam com Osama na cidade paquistanesa de Abbottabad, onde foi abatido por forças especiais dos EUA, a 2 de maio de 2011.

Esta não é a primeira vez que Hamza bin Laden faz ouvir a sua voz. Em agosto de 2015, contas jiadistas no Twitter divulgaram uma mensagem em que apelava a ataques contra o Ocidente, especificando algumas cidades-alvo: Londres, Washington, Paris e Telavive.

A mensagem de Hamza bin Laden segue-se a uma outra no mesmo sentido gravada por Ayman al-Zawahiri, o médico egípcio que sucedeu a Osama na liderança da Al-Qaeda, e divulgada no domingo. Após vários meses de silêncio, Al-Zawahiri — que, no passado, criticou o extremismo do autoproclamado Estado Islâmico (Daesh) — disse: “Atualmente, a unidade é uma questão de vida e morte. Ou nos unimos para vivermos com dignidade enquanto muçulmanos, ou lutamos e separamo-nos e somos comidos um por um”.