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Indianos recorrem a perigosas operações para ficarem mais altos

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O procedimento envolve partir os ossos das pernas. Foi criado para tratar pessoas que haviam sofrido acidentes ou que haviam nascido com pernas com comprimentos diferentes, mas a ausência de regulação faz com que muitos recorram a ele por outros motivos

O caso de Komal - uma indiana de 24 anos que recentemente se submeteu a cirurgias e tratamentos que lhe permitiram somar oito centímetros de altura aos escassos 137 que media anteriormente – é apresentado num artigo do “The Guardian” como ilustrativo da situação existente na Índia.

O artigo indica que a ausência de legislação apropriada no país permite que inúmeros jovens com posses recorram a este tipo de tratamentos para ficarem mais altos, apesar de serem dispendiosos e implicarem um processo doloroso com grandes riscos. Muitas vezes são efetuados por cirurgiões com muito pouca experiência.

Os país de Komal tiveram de vender terrenos de família de modo a poderem pagar o tratamento que se prolongou durante meses. Mas ela diz que não se arrepende, porque lhe permitiu ganhar amor próprio e que as pessoas a tenham passado a levar a sério quando procura por um emprego

O processo envolve partir os ossos das pernas e tê-las presas por talas, até ser possível voltarem a andar.

“Nós não recomendamos que as pessoas sejam submetidas a esta cirurgia a não ser em casos muito raros. Estas cirurgias não são feitas rotineiramente e existe alto risco de complicações”, indicou no mês passado Sudkir Kapoor, presidente da Associação Ortopédica Indiana.

Este tipo de tratamento foi inventado na União Soviética nos anos 1950 pelo polaco Gavriil Ilizarov. O seu objetivo era sobretudo tratar pessoas que haviam sofrido acidentes ou que haviam nascido com pernas com comprimentos diferentes e não utilizá-lo por motivos de estética.