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Governo sírio promete cumprir cessar-fogo em Alepo até sábado

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Os ataques atingiram desta feita uma região de Alepo controlada pelas forças governamentais

SANA HANDOUT/EPA

Aumento da pressão por parte da Rússia e dos Estados Unidos leva exército de Bashar al-Assad a prometer 48 horas de “regime de calma” na cidade do norte que tem sido palco de intensas batalhas

O exército da Síria declarou esta quinta-feira que vai aplicar um “regime de calma” na cidade de Alepo, no norte do país, uma trégua que começa na manhã desta quinta-feira e que terá 48 horas de duração.

O anúncio foi feito um dia depois de as autoridades norte-americanas e russas reunidas em Genebra terem conseguido convencer o Governo de Bashar al-Assad e os rebeldes moderados que lutam contra o regime a alargarem um frágil cessar-fogo à maior cidade da Síria, onde os dois lados do conflito estão a bombardear zonas civis, incluindo hospitais.

A campanha de bombardeamentos do Governo sírio contra Alepo ao longo das duas últimas semanas foi descrita por Jeffrey Feltman como “a pior” desde o início da guerra civil, em março de 2011. Ao Conselho de Segurança, o líder do departamento de assuntos políticos da ONU exigiu que os responsáveis pela violência sejam julgados no Tribunal Penal Internacional e pediu a todos os envolvidos “que respeitem [a trégua] imediatamente e de forma abrangente”.

“A aplicação [do cessar-fogo parcial iniciado em fevereiro] tem sido um desafio, apesar de estar a levar a um decréscimo geral da violência”, sublinhou o diplomata norte-americano. Segundo ele, Alepo tem sido sujeita a uma campanha de “destruição sistemática”, perpetrada tanto pelas forças do regime como pela oposição, que continua a bombardear bairros controlados pelo Governo.

Reagindo ao acordo que os EUA e a Rússia alcançaram para que Alepo também seja abrangida pelo cessar-fogo parcial acordado em fevereiro, a chancelaria alemã pediu ao Governo sírio e a todos os grupos armados que respeitem a trégua e que deem ao povo de Alepo “descanso da guerra e da violência”.

Em comunicado, o ministro alemão dos Negócios Estrangeiros, Frank-Walter Steinmeier, declarou ainda que este alargamento do cessar-fogo pode servir como “importante base” para retomar as conversações de paz em Genebra.