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Ex-Presidentes Bush não apoiam Donald Trump

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Kevork Djansezian/GettyImages

Nem pai, nem filho. George H W Bush e George W Bush tornaram público que vão manter-se fora da campanha presidencial

Nenhum dos ex-Presidentes republicanos ainda vivos apoiará Donald Trump na sua corrida à Casa Branca. Declarações tornadas públicas pelos porta-vozes de George Bush - pai e filho - coincidem na decisão de ambos de se manterem fora da campanha.

Freddy Ford, um porta-voz de George W Bush, disse ao “Guardian” que George W Bush “não pretende participar ou comentar a campanha presidencial”, intenção anteriormente anunciada também pelo representante de George HW Bush: “Em 91 anos, o Presidente Bush está reformado da política. Naturalmente, ele fez algumas coisas para ajudar Jeb, mas essas ações foram a ‘exceção que confirma a regra’”.

Assumida numa altura em que Trump se afigura como o provável candidato republicano à presidência, realidade que já levou muitas figuras do partido a clarificar a sua posição, a decisão dos ex-Presidentes tem também um cariz pessoal, dado o insucesso da candidatura de Jeb Bush. O ex-governador da Florida, que é filho de George HW e irmão de George W, foi um dos alvos preferidos de Trump durante a pré-campanha, que o chegou a considerar “uma vergonha para a família”.

Os ataques de Trump, aliás, foram extensivos a George W Bush, que acusou de mentir, por exemplo, na questão da existência de armas de destruição em massa no Iraque, argumento usado para justificar a guerra nesse país, em 2003.

Polémico e muito contestado no interior do próprio partido, Trump continua a ser motivo de divisão no seio republicano e são já vários os senadores que anunciaram não ter intenção de votar nele em novembro, como Dean Heller do Nevada e Ben Sasse de Nebraska. Outros seguirão certamente o exemplo dos senadores Dean Heller do Nevada e Ben Sasse de Nebraska , que apesar de votarem no multimilionário, recusam apoiá-lo em ações de campanha.

Numa sondagem recente, divulgada pela CNN, a ex-secretária de Estado Hillary Clinton, candidata que deverá assumir a corrida em nome dos democratas, surge na frente, derrotando Trump com uma clara vantagem por uma margem de 54-41 na eleição geral.