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Daesh: Principal recrutador australiano morto no Iraque

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Neil Prakash foi morto no passado dia 29 de abril durante um ataque aéreo levado a cabo pelos EUA em Mosul

O australiano Neil Prakash, que esteve envolvido nos ataques falhados de Melbourne e Sidney e que era apontado como o principal recrutador na Austrália de combatentes para o autoproclamado Estado Islâmico (Daesh), foi morto durante um bombardeamento aéreo dos EUA no Iraque.

“Foi o indivíduo que mais incitou e inspirou atos terroristas na Austrália. Era um proeminente membro do Daesh e recrutador sénior da organização terrorista”, afirmou o procurador-geral da Austrália, George Brandis, citado pelo “Guardian”.

Segundo o responsável, Neil Prakash foi morto a 29 de abril durante um ataque aéreo levado a cabo pelos EUA em Mosul.

“Ele aparecia em vídeos e revistas de propaganda e participou ativamente no recrutamento de homens, mulheres e crianças australianos. A sua morte diminui a capacidade de o Daesh recrutar pessoas vulneráveis na nossa comunidade para perpetrar atos terroristas”, acrescentou.

Convertido ao islamismo em 2012, Neil Prakash deixou a Austrália rumo à Síria em 2013, começando desde logo a aparecer em meios de propaganda do Estado Islâmico.

O procurador-geral da Austrália anunciou ainda que outra cidadã australiana foi morta durante um ataque aéreo no território sírio. A jiadista Shadi Jabar Khalil Mohammad morreu a 22 de abril na cidade de Al-Bab e também recrutava para a organização terrorista.

“A Austrália – em cooperação com os nossos parceiros da coligação internacional – está empenhada em pôr fim a esta ameaça,” garantiu Neil Prakash.

Entretanto, o primeiro-ministro da Austrália, Malcom Turnbull, alertou todos os compatriotas que se juntaram ou que pensam em juntar-se ao Daesh, que poderão ter o mesmo fim. “Eles serão alvejados. Estão a travar uma guerra contra a Austrália, por isso são nossos inimigos”, afirmou o governante à “Sky News”.

As autoridades australianas acreditam que mais de uma centena de cidadãos nacionais juntaram-se às fileiras do Daesh, sendo que entre 50 a 60 terão sido mortos em ataques no Médio Oriente.