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Internacional

Bernie Sanders volta a trocar as voltas a Hillary Clinton e às sondagens

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Scott Olson

Senador pelo Vermont venceu as primárias desta madrugada no estado do Indiana, mas a ex-secretária de Estado continua a liderar a corrida democrata e está cada vez mais perto da nomeação

Bernie Sanders voltou a surpreender quase todos nas primárias desta madrugada no Indiana, ultrapassando Hillary Clinton em número de votos e chamando a si o número mais alto de delegados eleitorais em disputa naquele estado. As sondagens previam o contrário, mas tal como aconteceu noutras votações durante o já longo processo de primárias, o senador pelo Vermont saiu vitorioso. Tal não significa, contudo, que tenha ficado mais perto da nomeação: com a distribuição proporcional de votos, Sanders chamou a si 43 delegados, pouco mais que os 37 que foram atribuídos à secretária de Estado.

Em número de delegados normais, os dois rivais da corrida à nomeação democrata estão bem perto um do outro: Clinton continua à frente, com 1700, contra os 1410 de Sanders. Mas ao analisar o número de superdelegados que já escolheram qual dos candidatos querem apoiar, a coisa complica-se para o senador, dando um sabor agridoce à sua vitória no Indiana.

Entre os governadores, senadores e outros democratas eleitos para cargos públicos ou que ocupam altos cargos no partido — que, como superdelegados, não são atribuídos a um candidato pela vontade manifestada pelos eleitores nas primárias de cada estado mas sim por sua exclusiva decisão — Clinton continua a ser rainha: tem já do seu lado 520, contra os 39 de Sanders, o que significa que é cada vez mais provável que seja ela a disputar a presidência com o rival republicano nas eleições de novembro.

É quase certo que esse rival será Donald Trump, o magnata populista e demagogo que os republicanos queriam travar a todo o custo e que, esta madrugada, ficou com o caminho livre após Ted Cruz desistir das suas aspirações presidenciais após sair derrotado no Indiana.

Neste momento, falta pouco mais de um mês para se saber finalmente quem vai bater-se com quem pelo lugar que Barack Obama ocupa desde 2008. O momento mais importante a encerrar a corrida está marcado para 7 de junho, quando seis estados irão a votos na última superterça-feira das primárias para escolherem entre Clinton e Sanders, mais um estado do que o número que estará em disputa do lado republicano.

Nesse dia, Trump e o governador John Kasich, o seu derradeiro rival, batem-se por um total de 303 delegados nos estados da Califórnia, Montana, New Jersey, Novo México e Dakota do Sul, a maioria dos quais serão atribuídos ao primeiro classificado em cada estado. Do lado democrata, Clinton e Sanders vão estar a disputar 806 delegados nesses cinco estados e no caucus democrata da Dakota do Norte.

Para garantir a nomeação do partido, um candidato republicano precisa de um mínimo de 1237 delegados prometidos para vencer. Do lado democrata, a barreira mínima para garantir a nomeação antes da convenção nacional do partido em julho é de 2383 delegados.