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Procuradoria do Brasil quer investigar Aécio Neves por suspeitas de corrupção

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Procurador-geral brasileiro pediu ao Supremo Tribunal, na segunda-feira ao final do dia, que autorize a abertura de um inquérito contra o líder da oposição, que foi derrotado por Dilma Rousseff nas últimas presidenciais

Rodrigo Janot, o procurador-geral do Brasil, pediu ao Supremo Tribunal Federal (STF) que autorize a abertura de uma investigação de corrupção ao conhecido líder da oposição e ex-candidato presidencial, Aécio Neves, um dos principais críticos do atual governo do Partido dos Trabalhadores (PT).

Atualmente senador por Minas Gerais, estado que governou entre 2003 e 2010, o membro do Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB) é acusado de aceitar subornos da empresa estatal de eletricidade Furnas, no âmbito da mega investigação LavaJato.

Se o Supremo aceitar abrir uma investigação formal, Neves será chamado a depor no espaço de 90 dias, noticia a "Folha de São Paulo". O senador, que foi derrotado por Dilma Rousseff nas últimas presidenciais brasileiras, continua a garantir que não cometeu qualquer crime e já prometeu provar a sua inocência.

O novo caso contra Aécio Neves tem por base alegações feitas por Delcídio Amaral, antigo líder da bancada do PT no Senado, que após a sua detenção em novembro aceitou colaborar com as autoridades e se tornou num dos principais delatores do caso LavaJato.

Amaral, que foi libertado em fevereiro após aceitar testemunhar contra outros suspeitos da investigação, foi quem revelou que Aécio Neves aceitou subornos da Furnas, num esquema semelhante ao que foi operado durante vários anos na petrolífera estatal Petrobras, em que as maiores empresas de construção civil do país pagaram subornos a políticos, partidos e executivos de empresas para assegurar contratos lucrativos.

Numa gravação secreta que está na posse das autoridades brasileiras, aponta a BBC, o senador do PSDB é ouvido a discutir planos para ajudar um político a fugir do país em troca de não implicar Amaral no escândalo da Petrobras.

Janot pediu igualmente ao STF que sejam abertas investigações contra outros políticos, incluindo ao atual líder do Congresso, Eduardo Cunha, do Partido do Movimento Democrático Brasileiro (PMDB), e ao assessor de imprensa de Dilma, Edinho Silva.