Siga-nos

Perfil

Expresso

Internacional

NATO poderá destacar 4 mil militares para “deter agressão russa”

  • 333

O assunto está em foco na visita de três dias que o secretário de Estado da Defesa nnorte americano está a realizar à Alemanha

YURI GRIPAS/REUTERS

Estados-membros da Europa de Leste solicitaram maior presença militar após a Rússia ter anexado a península da Crimeia

A NATO está a ponderar colocar quatro batalhões de tropas em rotação nos seus Estados-membros da Europa de Leste, em defesa contra um possível comportamento agressivo por parte da Rússia, indicou na segunda-feira o secretário de Estado da Defesa norte americano, Ash Carter, citado pela agência Reuters.

No total devem ser destacados quatro mil militares dos Estados Unidos e dos seus aliados, segundo noticiou “The Wall Street Journal”.

A Estónia, Letónia e Lituânia, três Estados do Báltico que aderiram à organização em 2004, solicitaram uma maior presença militar nos seus territórios, em sequência do aumento dos receios sobre a atuação da Rússia, após a anexação da península ucraniana da Crimeia em 2014.

Carter disse que as medidas que estão a ser ponderadas incluem o destacamento dos quatro batalhões nos três Estados do Báltico e na Polónia. “É uma das opções que está a ser debatida”, declarou o secretário de Estado norte-americano aos jornalistas, antes de iniciar a viagem de três dias à Alemanha.

Carter participa esta terça-feira na cerimónia de substituição do comando militar norte-americano na Europa, que passa a ser a ser assegurado pelo general Curtis Scaparrotti, sucessor do general Philip Breedlove. “Isto é mais do que uma cerimónia de mudança de comando”, declarou um alto responsável da Defesa norte-americana. “(Carter) irá falar sobre a Europa e os desafios (…). Isso significa que precisam de ser dados passos para deter a agressão russa”, acrescentou

Curtis Scaparrotti declarou no mês passado perante o Senado norte-americano que a Rússia tem vindo a assumir “um crescente comportamento agressivo que desafia as normas internacionais, violando frequentemente a legislação internacional”.