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Internacional

Militante do Daesh que recrutou “centenas de britânicos” morto na Síria

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AMEAÇA Militante com a bandeira negra do Daesh em Raqqa, na Síria, em junho de 2014

REUTERS/STRINGER

Morte de Raphael Hostey, que deixou Manchester para se juntar ao autoproclamado Estado Islâmico em 2013, é classificada como “o fim de uma era” por investigadores

Raphael Hostey, um jiadista de nacionalidade britânica responsável pelo recrutamento de centenas de conterrâneos para o autoproclamado Estado Islâmico (Daesh), terá sido morto na Síria.

A informação foi avançada ao "The Independent" por Amarnath Amarasingam, investigador da Universidade de Dalhousie, na Nova Escócia que diz ter sido informado por fontes seguras da morte de uma série de combatentes do grupo extremista na região.

Também conhecido como Abu Qaqa al-Britani, Hostey deixou a sua cidade-natal de Manchester em 2013 para se juntar ao Daesh na Síria. Segundo informações oficiais, o jovem de 23 anos tornou-se num dos principais recrutadores no Reino Unido de militantes e de mulheres para casarem com jiadistas.

Amarasingam diz que Hostey terá morrido num ataque de drone e que ainda está a tentar confirmar as informações que dão conta da morte de pelo menos outros três britânicos que se juntaram às fileiras do Daesh.

Para Shiraz Maher, especialista em estudos de guerra do King's College de Londres, a notícia da morte de Hostey é "enorme", pelo facto de o britânico ser um dos últimos sobreviventes de um grupo importante de cidadãos de Manchester e Portsmouth que foram responsáveis pelo recrutamento de centenas de outros britânicos.

Hostey desempenhava igualmente um papel importante na máquina de propaganda do Daesh, estando envolvido na produçãõ da revista de recrutamento do grupo, a "Dabiq". "A morte de Abu Qaqa representa o fim de outra era de fascismo britânico", defende Maher. As autoridades do Reino Unido ainda não confirmaram oficialmente a morte do suspeito.