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Expresso

Internacional

Human Rights Watch denuncia más condições prisionais em Angola

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Os 17 ativistas angolanos foram condenados a penas de prisão efetiva entre os dois e os oito anos e meio

PAULO JULIÃO / LUSA

Organização não-governamental aponta o dedo a Luanda pela violação dos Direitos Humanos dos ativistas angolanos presos

Um mês após a condenação dos 17 ativistas angolanos, a organização Human Rights Watch (HRW) afirma que a liberdade de expressão em Angola é “ainda uma miragem” e denuncia as más condições prisionais no país.

“Os ativistas terão de continuar a enfrentar as más condições nas prisões de Angola. Celas sobrelotadas, falta de água potável e violência são apenas alguns dos desafios que muitos detidos enfrentam diariamente em Angola”, escreve Zenaida Machado da Divisão África num comunicado da Human Rights Watch, esta terça-feira enviado às redações.

A organização de defesa dos Direitos Humanos recorda que os ativistas foram condenados a penas entre dois e oito anos de prisão, mas que recorreram da condenação por considerarem a decisão do tribunal de Luanda inconstitucional e violadora dos direitos fundamentais dos 17 jovens que aguardam a decisão sobre o recurso atrás das grades.

Cerca de 24 mil prisioneiros estão distribuidos por 40 cadeias em todo o país, com celas sobrelotadas, falta de água potável e violência permanente. Grande parte dos detidos são colocados atrás das grades sem pré-julgamento e vítimas de detenção arbitrária, acusa a HRW.