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Quase 40% dos espanhóis querem partido mais votado a governar

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Pedro Sánchez, líder do PSOE

JAVIER LIZON/ EPA

Sondagem publicada esta segunda-feira pelo “La Razón” mostra que mais de 64% da população espanhola acredita que impasse político instalado no país em dezembro vai manter-se

Uma sondagem publicada esta segunda-feira no jornal "La Razón" revela que 39,4% dos espanhóis defendem que deve ser o partido mais votado nas próximas eleições a governar, com 64,6% a considerarem que a situação política vai continuar estagnada.

Se as eleições fossem agora, o Partido Popular (PP, conservadores) voltaria a ser o mais votado, com 30,1% dos votos, conseguindo eleger entre 123 e 130 deputados, aponta o inquérito da NC Report, um aumento de 1,2% em relação às eleições de 20 dezembro. Nessa ida às urnas, o PP conseguiu garantiu 123 deputados, ficando aquém do mínimo simples necessário para poder governar sozinho.

Sob o título "Castigo ao Cidadãos e ao PSOE", o jornal avança que, segundo a mesma sondagem, tanto o recém-formado movimento de centro-direita como os socialistas desceram nas intenções de voto. O segundo angaria agora menos 1,6 pontos em comparação com dezembro, com 20,7% a dizerem que votariam hoje nele, o que corresponde à eleição de entre 80 a 83 deputados (em dezembro conseguiu 90). O Cidadãos perde duas décimas, de 15,5% para 15,3%.

Se Podemos e Izquierda Unida se aliassem, obteriam 24,5% dos votos, quase quatro pontos mais que o PSOE, e entre 75 e 82 lugares. A sondagem revela ainda que 80,6% dos eleitores são a favor de se reduzir os prazos para a formação de Governo, enquanto 10,4% não apoiam esta ideia.

Cerca de 72% dos inquiridos apoiam que se eliminem, na nova campanha eleitoral, os comícios e o envio de documentos a domicílios particulares. Para a sondagem da NC Report foram entrevistadas, por telefone, 2.000 pessoas, com uma margem de erro de 2,24%, entre 18 e 30 de abril.

Na sequência das eleições de 20 dezembro, que não deram maioria a nenhum partido, o rei Felipe VI de Espanha incumbiu o líder do PSOE, como segundo partido mais votado, de tentar formar uma coligação de governo. Perante o falhanço das negociações, o monarca convocou eleições antecipadas para o próximo dia 26 de junho.