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Gerry Adams pede desculpa por ter comparado irlandeses aos escravos que se libertaram

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Getty

A comparação causou ainda maior choque por o político irlandês ter utilizado o termo “nigger” (“preto”)

O político nacionalista irlandês Gerry Adams pediu desculpa pelo comentário que publicou no Twitter em que disse que Django Libertado – personagem do penúltimo filme de Quentin Tarantino, um escravo que após libertado passa a auxiliar à captura de brancos com a cabeça a prémio – era como um “Ballymurphy nigger”.

Ballymurphy, zona de Belfast onde Adams nasceu, foi o local onde soldados britânicos mataram diversos civis em 1971. O termo “nigger” (“preto”) foi completamente banido dos media anglo-saxónicos. Ao ponto de mesmo as notícias sobre este tweet de Adams apenas referirem o uso da “N-word” (“palavra começada por N”).

“Qualquer pessoa que esteja verdadeiramente ofendida com o meu uso da N-word não compreendeu ou não teve em conta o contexto em que foi utilizada”, refere na declaração em que se desculpa pelo sucedido, após ter apagado o post em questão.“As tentativas para sugerirem que eu sou racista não têm credibilidade. Eu oponho-me ao racismo assim como o tenho feito toda a minha vida (…) o facto é que os nacionalistas do norte (Irlanda do Norte), entre os quais os de Ballymurphy, foram tratados de forma semelhante aos afro-americanos até se erguerem e se defenderem”, acrescentou.

“Que alguém use esse termo é inaceitável”, afirmou Stewart Dickson, líder do Partido Aliança da Irlanda do Norte.

“Não comparem a opressão dos negros à Irlanda. Simplesmente, não o façam”, disse Clare McConnell, líder do Partido do Verdes na Irlanda do Norte

Presidente do Sinn Fein, Adams tem grande popularidade no Twitter. No passado foi acusado de ter pertencido ao IRA e de envolvimento num atentado que causou a morte de uma mulher, algo que sempre negou.