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Internacional

Em Genebra tenta-se resgatar uma trégua frágil na Síria

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Destruição provocada por um bombardeamento da Rússia numa área residencial da cidade de Darat Izza, na província de Alepo, a 7 de outubro passado

© Ammar Abdullah / Reuters

John Kerry encontra-se esta segunda-feira com o enviado da ONU para a Síria, Staffan de Mistura, e com os ministros dos Negócios Estrangeiros da Arábia Saudita e da Jordânia para discutir situação no país. Violência na cidade de Alepo encabeça lista de prioridades

O Secretário de Estado norte-americano, John Kerry, está em Genebra para participar nas negociações que têm como objetivo final salvar o cessar-fogo parcial que foi implementado na Síria em fevereiro e que está cada vez mais fragilizado pelos combates no terreno, sobretudo na cidade de Alepo, onde a situação é "catastrófica".

De acordo com a BBC, Kerry vai reunir-se de emergência com o enviado da ONU para a Síria, Staffan de Mistura, e com os ministros dos Negócios Estrangeiros da Jordânia e da Arábia Saudita para se tentar encontrar uma forma de manter a frágil trégua em vigor no país em guerra há mais de cinco anos.

Para o número 2 da administração Obama, a grande prioridade neste momento é acabar com a violência em Alepo, cidade do norte da Síria, onde mais de 250 civis perderam a vida nos últimos dez dias. Num ataque no final da semana passada levado a cabo pelas forças do regime de Bashar al-Assad contra um hospital dessa cidade, pelo menos 27 pessoas morreram, incluindo crianças e médicos, entre eles o último pediatra da cidade.

Segundo contas da ONU, um sírio perdeu a vida a cada 23 minutos nas 48 horas que precederam esse ataque, num claro sinal de que a situação no terreno continua a piorar. De acordo com uma fonte do Ministério da Defesa da Rússia, aliada de Assad, as negociações desta segunda-feira em Genebra têm como objetivo estabelecer um cessar-fogo em Alepo.

Os Estados Unidos continuam a tentar convencer o governo russo a exercer pressão sobre o seu aliado sírio, para que ponha fim a bombardeamentos indiscriminados de zonas maioritariamente habitadas por civis. Moscovo e o governo em Damasco dizem que os ataques aéreos contra Alepo têm como alvo a Frente al-Nusra, um grupo jihadista filiado à Al-Qaeda que não integrou as negociações de cessar-fogo concluídas em fevereiro.