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Corpos de dois montanhistas encontrados em glaciar nos Himalaias 16 anos depois

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ROBERTO SCHMIDT / AFP / Getty Images

Norte-americanos Alex Lowe e David Bridges, tinham sido apanhados por uma gigantesca avalancha de neve e gelo em outubro de 1999

Os corpos dos montanhistas Alex Lowe e do seu operador câmara, David Bridges, foram encontrados num glaciar nos Himalaias, 16 anos depois de terem ficado soterrados por uma avalancha numa das montanhas mais altas do mundo.

Dois montanhistas aperceberam-se dos corpos na semana passada, “ainda por baixo do gelo azul, mas a começar a emergir do glaciar”, fez saber através de um comunicado, de acordo com a agência France Press, uma fundação criada em memória de Alex Lowe.

Lowe, 40 anos, e Bridges, 29 anos, ambos norte-americanos, foram levados por uma gigantesca avalancha de neve e gelo quando se encontravam a 8027 metros no pico Shisha Pangma, na China, em outubro de 1999, enquanto tentavam a primeira descida em esqui realizada por norte-americanos.

Conrad Anker, que sobreviveu à avalancha e veio a casar com a viúva de Lowe e a adotar os seus três filhos, afirmou que a descoberta trouxe “alívio e paz” à família,

A família irá agora viajar para a montanha no Tibete – uma das 14 montanhas em todo o mundo com mais de 8000 metros de altura – para receber os corpos.

“Os pais de Alex estão gratos por saber que o corpo do seu filho foi encontrado e que Conrad, os rapazes e eu vamos fazer a viagem até Shisha Pangam”, afirmou a viúva de Lowe, Jennifer Lowe-Anker, no comunicado divulgado esta segunda-feira.

O casal estava no Nepal quando soube a notícia, acompanhando a construção de um novo edifício do Centro Khumbu Climbing, destinado ao treino de montanhistas locais.

Este centro foi criado em 2003 em memória de Lowe, que escalou por duas vezes o Monte Evereste e tinha fortes ligações ao Nepal.

Alex Lowe, que era um dos mais conceituados montanhistas do mundo antes da sua morte, tinha recebido a alcunha de Lung With Legs (Pulmão com Pernas), depois de uma descida a alta velocidade no pico de Aconcagua na Argentina, o mais alto das Américas.

Os montanhistas David Götler e Ueli Steck decobriram os corpos quando estavam a aclimatizar-se para uma subida na encosta sul do Shisha Pangma.

A montanha, que esteve interdita aos ocidentais até 1978, é considerada relativamente acessível entre os picos com mais de 8 mil metros. Muitos organizadores de expedições recomendam-na como treino aos montanhistas que pensam escalar outras montanhas com estas altitudes.