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Internacional

Talibans apelam a organizações de direitos humanos para evitar execução de alguns dos seus combatentes

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O autodenominado Emirato Islâmico defende que os condenados são “presos políticos”, “indefesos”, e ameaça retaliar, caso a sentença de morte seja cumprida

Os talibans lançaram um apelo a organizações humanitárias internacionais, pedindo que intervenham e evitem a anunciada execução de vários combatentes.

O comunicado do autodenominado Emirato Islâmico dirige-se às “organizações de direitos humanos, aos meios de comunicação independentes, ao Comité Internacional da Cruz Vermelha e outros comités imparciais”. O apelo é a reação às declarações do Presidente afegão, Ashraf Gani, depois de este advertir que a sentença ía ser cumprida, após o mais recente ataque dos talibans em Kabul, onde morreram 64 pessoas e 347 ficaram feridas.

Difundido na internet, o comunicado defende que a maioria dos condenados à morte são “presos políticos”, “indefesos”, que não tiveram meios para pagar subornos aos seus juízes e assim evitar a condenação.

Deixam também uma ameaça. Caso as execuções se concretizem, matarão os prisioneiros das forças de segurança afegãs e estrangeiras em seu poder.

Apesar do esforço do Governo afegão em manter aberta a porta do diálogo, os talibans - que desde o final de 2015 controlam quase um terço do território do país - insistem em não participar em qualquer conversação para a paz.