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Norte-americano condenado a 10 anos de trabalho forçado na Coreia do Norte

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KCNA / EPA

Um mês depois da condenação de um estudante do estado de Virginia pelo alegado roubo de um cartaz de propaganda de um hotel em Pyongyang, regime norte-coreano condena Kim Dong-chul por “espionagem”

A Coreia do Norte condenou Kim Dong-chul, nascido na Coreia do Sul e naturalizado norte-americano, a 10 anos de trabalhos forçados por alegada espionagem. Detido em outubro, Dong-chul, de 62 anos, terá feito uma aparente confissão em Pyongyang há um mês em frente aos jornalistas, admitindo que recebeu dinheiro de Seul para espiar o país do norte da península.

A suposta confissão terá sido feita por volta da mesma altura em que outro cidadão norte-americano, o estudante Otto Warmbier, também "confessou" que tentou roubar um cartaz de propaganda do regime do hotel de Pyongyang onde estava hospedado com os colegas da universidade de Virginia. Warmbier, de 21 anos, foi condenado a 15 anos de trabalho forçado pelas suas ações.

As duas condenações acontecem numa altura de elevadas tensões entre a Coreia do Norte e a comunidade internacional. Os Estados Unidos continuam a acusar o inimigo de usar os seus cidadãos como peões de um jogo diplomático, detendo norte-americanos que visitam o país em reação às sanções impostas pela administração Obama e pela ONU. Pyongyang nega a acusação.

Dong-chul é acusado pelo regime de Kim Jong-un de ter consigo uma pen USB contendo segredos nucleares e militares quando foi detido na zona económica especial de Rason. Habitante do estado de Virgínia, tal como Warmbier, o homem terá admitido que foi apresentado a espiões sul-coreanos por membros da secreta norte-americana. Tal como com o estudante americano condenado há um mês, existe a hipótese de a "confissão" de Dong-chul ter sido forçada, uma coisa que é comum na Coreia do Norte, sobretudo com estrangeiros.