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Pelo menos 27 mortos em bombardeamento de hospital na Síria

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ABDALRHMAN ISMAIL/REUTERS

Raide aéreo noturno atingiu hospital apoiado pela organização Médicos Sem Fronteiras. Entre as vítimas encontram-se pelo menos três crianças e três médicos, segundo o Observatório Sírio dos Direitos Humanos

Pelo menos 27 pessoas morreram, incluindo três crianças, na sequência de um ataque aéreo a um hospital de Alepo, no noroeste da Síria.

O ataque ocorreu esta quarta-feira à noite e teve como alvo o hospital de al Quds, que é apoiado pelos Médicos Sem Fronteiras. Pelo menos três médicos morreram, segundo o Observatório Sírio dos Direitos Humanos.

A unidade hospitalar era “muito conhecida localmente” e terá sido alvo de bombardeamentos por parte de aviões do regime de Bashar al-Assad, segundo a mesma fonte.

Apesar do acordo de cessar-fogo, a região noroeste da Síria – que é controlada pelos rebeldes – tem sido palco de episódios de violência. De acordo com o Observatório Sírio dos Direitos Humanos, pelo menos 148 civis perderam a vida em Alepo só nos últimos seis dias.

Esta quarta-feira Staffan de Mistura, enviado especial das Nações Unidas (ONU) para a Síria, alertou que o processo de paz está ameaçado, apelando aos EUA e à Rússia para atuarem com vista ao sucesso das negociações. “Só nas últimas 48 horas um sírio foi morto a cada 25 minutos e um foi ferido a cada 13”, declarou o responsável, citado pela CNN.

Recorde-se que a trégua acordada em fevereiro envolve forças governamentais e rebeldes, mas não o autodenominado grupo Estado Islâmico (Daesh) ou a Frente Nusra, com ligações à al-Qaeda.

Desde o início do conflito da Síria há cinco anos, mais de 250 mil pessoas morreram e milhões foram obrigadas a deixar as suas casas.