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Suspeito dos atentados de Paris vai ficar detido “sob máxima segurança”

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Forte contingente policial, esta manhã, à entrada do Palácio da Justiça em Paris, onde Salah Abdeslam vai ser ouvido por um juiz

CHRISTIAN HARTMANN / Reuters

O alegado terrorista e único sobrevivente do comando jiadista que executou os ataques vai ficar numa prisão da região de Paris, isolado dos restantes detidos e sob vigilância de uma equipa especial, experiente na detenção de reclusos perigosos

O principal suspeito dos atentados de Paris de 13 de novembro passado, Salah Abdeslam, vai ser detido "sob máxima segurança", garante o ministro da Justiça francês Jean-Jacques Urvoas.

O alegado terrorista e único sobrevivente do comando jiadista que executou os ataques vai ficar numa prisão da região de Paris, isolado dos restantes detidos e sob vigilância de uma equipa especial, experiente na detenção de reclusos perigosos, disse esta quarta-feira Urvoas, poucas horas depois de Abdeslam ter sido extraditado e entregue pelas autoridades belgas.

De acordo com vários media, o alegado terrorista foi levado de helicóptero da prisão belga de Beveren para o aeroporto de Villacoublay, nos arredores de Paris, sob escolta do corpo de elite da guarda francesa (GICN).

Do aeroporto, Abdeslam seguiu para o Palácio da Justiça de Paris, onde nas próximas horas vai estar perante um dos juízes de instrução do caso relativo aos atentados de Paris, que causaram 130 mortos a 13 de novembro.

O Ministério Público francês pediu detenção provisória para o suspeito.

O advogado francês do suspeito, Frank Berton, afirma ter ficado surpreendido com a rapidez das autoridades belgas na entrega de Abdeslam. Berton lembra que Abdeslam pediu para ser entregue às autoridades francesas, com as quais vai cooperar.

Em declarações à emissora France Info, o defensor afirmou ainda, depois de um encontro com Abdeslam na Bélgica, que a atitude do seu cliente não será a "de se manter em silêncio", habitual em acusados de crimes de terrorismo.