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Internacional

Número de civis mortos por explosivos na Turquia subiu 7682%

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Haidar Mohammed Ali

Investigação internacional a que o jornal “The Guardian” teve acesso mostra aumento de 50% no número de civis mortos ou feridos por engenhos explosivos e bombas nos últimos cinco anos em todo o mundo. Só no ano passado 21 países foram palcos de atentados bombistas, o mais alto número já registado

Mais de 33 mil civis foram mortos ou ficaram feridos em detonações de engenhos explosivos e bombas em 2015, o que corresponde a um aumento de mais de 50% em cinco anos. O cálculo é de uma investigação internacional aprofundada cujos resultados foram entregues em exclusivo ao "The Guardian". O jornal britânico não refere, para já, a fonte desse estudo.

De acordo com a investigação, em 2015 o número de civis mortos por bombas e engenhos explosivos improvisados (IEDs, na sigla inglesa) aumentou 7682% na Turquia, 1204% no Iémen, 142% no Egito, 85% na Líbia, 39% na Síria e 22% na Nigéria, quando comparado com o ano anterior.

O número de civis mortos ou feridos em ataques suicidas também aumentou, chegando aos 9205 civis em 2015, um aumento de 68% em relação a 2014. Mais de metade dos 16.180 civis mortos ou feridos por IEDs, entre os quais se incluem carros armadilhados, foram vítimas de atentados suicidas.

De acordo com o estudo, 2015 foi um ano recorde em ataques por bombistas suicidas, com 21 países a serem palco de atentados dessa natureza — Nigéria, Iraque, Afeganistão, Turquia, Síria, Iémen, Chade, Camarões, Paquistão, Líbano, Kuwait, Arábia Saudita, Somália, Líbia, Egito, China, Índia, Bangladesh, Mali e Tunísia. A estes junta-se França, que sofreu o primeiro ataque à bomba da sua história moderna a 13 de novembro de 2015, quando um grupo de militantes do autoproclamado Estado Islâmico (Daesh) matou mais de 120 pessoas numa série de atentados em Paris.

Segundo o "The Guardian" com base nas conclusões do estudo, houve um aumento de 78% no número de mortos ou feridos em ataques suicidas em comparação com 2011, quando começou o controlo que resultou nestas conclusões.