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Detido soldado suspeito do massacre em Cabo Verde

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As autoridades junto à entrada do destacamento militar do Monte Tchota

STRINGER/ Reuters

A polícia nacional cabo-verdiana levou o militar para interrogatório. É o principal suspeito da morte de 11 pessoas no ataque, esta terça-feira, ao Centro Retransmissor de Monte Tchota

O principal suspeito do ataque ao Centro Retransmissor de Monte Tchota, em São Domingos na ilha de Santiago em Cabo Verde foi detido esta quarta-feira pela Polícia Nacional. O homem está sob custódia das autoridades e vai ser levado para interrogatório. O militar é suspeito de ter levado a cabo o massacre e de ter morto 11 pessoas.

Segundo avança o jornal cabo-verdiano “A Nação”, o soldado, que pertencia ao destacamento atacado, foi detido na sequência de uma operação policial no bairro da Fazenda, na cidade da Praia. Entretanto, foi levado para a esquadra onde se realizam os primeiros interrogatórios e, posteriormente, será presente ao Tribunal da Comarca da Praia.

O soldado, que horas após o ataque foi apontado pelo ministro da Administração Interna como o principal suspeito, terá confessado a familiares o que acabara de fazer. Segundo os órgãos de comunicação locais, o militar matou as vítimas uma a uma, chamando-as pelo nome à medida que disparava.

Ao começo da tarde desta quarta-feira, o Governo de Cabo Verde assegurara que a perseguição ao suspeito prosseguia e que havia várias muitos elementos mobilizados para capturar o suspeito. Na mesma comunicação, o Governo anunciou dois dias de luto nacional.

“Não existem mais vítimas para além das 11 já anunciadas e as inspeções médico-legais decorrem desde ontem [terça-feira), prevendo-se que sejam concluídas ao final da tarde [desta quarta-feira]”, lê-se no comunicado divulgado na página do Governo.

O massacre foi revelado esta terça-feira, depois de terem sido encontrados 11 cadáveres no Centro Retransmissor de Monte Tchota, em São Domingos, na ilha de Santiago em Cabo Verde. Todas as vítimas são todas do sexo masculino, com idades entre os 20 e os 51 anos. Oitos eram militares do destacamento e as restantes três eram civis.

“Dos três civis dois são técnicos de nacionalidade espanhola, que se encontravam em Cabo Verde a prestar serviços no local, e um de nacionalidade cabo-verdiana que também trabalhava com a equipa espanhola”, acrescenta o Governo.

Ao contrário do que inicialmente foi divulgado em diversos órgãos de comunicação, “não existem indícios de ligação destes factos com o narcotráfico”. Tudo aponta que na origem do massacre estejam “motivações pessoais”.