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Internacional

Após execução de canadiano, Cameron junta-se a Trudeau contra pagamento de resgates a terroristas

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SAUL LOEB

Canadá e Reino Unido vão pressionar aliados para que todo e qualquer tipo de exigência de contrapartida financeira por grupos como o autoproclamado Estado Islâmico seja rejeitado

O Canadá e o Reino Unido vão pressionar outras nações aliadas para que recusem pagar a grupos terroristas pela libertação de reféns. A decisão foi tomada um dia depois de ter sido confirmado pelo primeiro-ministro canadiano, Justin Trudeau, que um cidadão do país foi executado por um grupo filiado ao autoproclamado Estado Islâmico (Daesh) nas Filipinas.

"O Canadá não paga nem pagará resgates a terroristas, direta ou indiretamente", garantiu Trudeau, explicando que vai, juntamente com o homólogo britânico, David Cameron, convencer os aliados de que pagar resgates é moralmente errado.

As declarações de Trudeau foram proferidas horas depois de o líder canadiano ter confirmado que John Ridsdel, de 68 anos, foi morto pelo grupo Abu Sayyaf, um dia depois de o prazo para o pagamento de 80 milhões de dólares (quase 71 milhões de euros) de resgate ter expirado a 25 de abril. Ridsdel tinha sido raptado pelo antigo afiliado da Al-Qaeda em setembro de 2015 enquando passava férias num resort de Davao, no sul das Filipinas. O paradeiro dos outros três reféns levados pelo grupo nessa altura — um outro canadiano, Robert Hall, a sua namorada filipina Marites Flor, e o noruguês Kjartan Sekkingstad — é para já desconhecido.

Para Trudeau, pagar resgates exigidos por grupos terroristas ajuda a financiar as suas atividades. De acordo com a BBC, o primeiro-ministro canadiano e o homólogo britânico concordaram que "é preciso garantir que os terroristas entendem que não podem continuar a financiar os seus crimes e a sua violência através de reféns inocentes".