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Trudeau condena “homicídio a sangue-frio” de cidadão canadiano

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Responsável pelo pior ataque terrorista da história das Filipinas, em 2004, não é a primeira vez que o grupo terrorista Abu Sayyaf faz estrangeiros reféns para exigir resgates aos seus governos

AFP

John Ridsdel, de 68 anos, tinha sido raptado nas Filipinas, em setembro de 2015, com outras três pessoas pelo grupo extremista Abu Sayyaf. Prazo imposto ao governo canadiano para pagamento de resgate terminava a 25 de abril

O primeiro-ministro canadiano condenou esta terça-feira a execução de um homem canadiano que foi feito refém nas Filipinas por militantes islamitas. John Ridsdel, de 68 anos, tinha sido raptado de um resort turístico juntamente com outras três pessoas pelo grupo Abu Sayyaf em setembro de 2015. Dois meses depois, o grupo divulgou um vídeo onde se via Ridsdel e os outros três reféns, exigindo 80 milhões de dólares (quase 71 milhões de euros) de resgate.

Em conferência de imprensa, o chefe do executivo Justin Trudeau descreveu a situação aos jornalistas, condenando "sem reservas o homicídio a sangue-frio" de Ridsdel. As declarações do líder pareceram confirmar que a cabeça cortada encontrada numa zona remota de Jolo, no sul das Filipinas, é do empresário. Segundo a BBC, as autoridades locais dizem que a cabeça pertence a um "homem estrangeiro" mas não confirmaram de imediato se é de qualquer dos homens feitos reféns pelo Abu Sayyaf.

Ridsdel foi raptado a par de um outro canadiano, Robert Hall, da sua namorada filipina Marites Flor, e do noruguês Kjartan Sekkingstad, de uma marina próxima da cidade de Davao, e levados pelo grupo para Jolo a 21 de setembro de 2015. No vídeo divulgado em novembro, Ridsdel avisou o governo de que o grupo planeava matá-los a 25 de abril se o dinheiro não lhe fosse entregue até essa data. Ao "Globe and Mail", uma fonte do governo canadiano disse que o executivo se recusava a negociar com terroristas.

A atuar no sul das Filipinas desde que se separou da Frente de Libertação Nacional de Moro em 1991, o grupo Abu Sayyaf tem como principal objetivo instalar um Estado islâmico nas Filipinas, um país predominantemente católico. Depois de ligações comprovadas à Al-Qaeda, os seus líderes juraram recentemente fidelidade ao autoproclamado Estado Islâmico (Daesh).