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Dissolução da associação “Mãos Limpas” livraria infanta Cristina do caso Nóos

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O líder da associação espanhola “Mãos Limpas”, responsável por várias denúncias em Espanha - incluindo a do caso que envolve a infanta Cristina e o marido - deu a conhecer a sua intenção de dissolver a associação, deixando cair as várias denúncias

Miguel Bernad Rémon, líder da associação “Mãos Limpas” em Espanha, deu a conhecer a sua intenção de liquidar a associação, retirando as várias denúncias feitas ao longo do tempo, avança o diário espanhol “El País”, esta terça-feira. Entre as denúncias está o caso Nóos, que envolve a infanta Cristina (irmã do rei Filipe VI) e o marido, por alegada corrupção política. Uma eventual dissolução da associação livraria a infanta da acusação, explica o jornal.

O líder da “Mãos Limpas” está detido desde o dia 18 de abril, sob acusação de extorsão, ameaça e pertença a organização criminosa. Aos 74 anos, Miguel Bernad Rémon diz estar “animicamente destroçado” dado o facto de ter sido detido, explica o “El País”, pretendendo assim dedicar-se à família. Fontes judiciais adiantam que Bernard se sente “impotente” perante o que aconteceu e está “totalmente convencido da sua inocência”.

A associação está atualmente envolvida em vária denúncias, para além da que envolve a infanta Cristina e o marido, Iñaki Urdangarín, destacando-se a sua presença em quase todos os casos de corrupção a decorrer em Espanha.

Bernard não falou com advogada da infanta

Quanto ao caso da infanta Cristina e o marido, Bernad não terá ainda falado com a advogada responsável, Virginia López Negrete. Contudo, na altura em que o líder da associação foi detido, a advogada do caso Nóos disse manter a mesma posição no sentido de prosseguir com a acusação contra a infanta.

Fontes judiciais defendem, no entanto, que a dissolução da associação teria impacto na continuação da acusação da infanta.

Desde 1995 que a “Mãos Limpas” funciona como associação. Sem a acusação que associação fez no caso Nóos, a infanta Cristina não teria sido chamada a depor. Segundo ainda o “El País”, em 2005, o sindicato informou que 70% das denúncias que apresentou tiveram sucesso, e 30% não tinham tido esse desfecho por “falta de meios económicos”.