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Cabo Verde: Principal suspeito é soldado do destacamento

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Autoridades impedem as pessoas de passar para junto ao destacamento militar no Monte Txota

DULCENEIA RAMOS/ Lusa

Morreram 11 pessoas na sequência do ataque ao Centro Retransmissor de Monte Tchota, na cidade da Praia. Todas as vítimas são do sexo masculino, com idades entre os 20 e 51 anos. Oito eram militares e três civis. “Não existem indícios de ligação destes factos com o narcotráfico”

Um soldado, que se encontra desaparecido, é o principal suspeito do ataque ao Centro Retransmissor de Monte Tchota, em São Domingos, na ilha de Santiago em Cabo Verde. Esta terça-feira o Governo cabo-verdiano confirmou a morte de 11 pessoas naquele destacamento. Entre as vítimas estão oitos militares e três civis, mas ao contrário do que tem sido vinculado, na origem do ataque estarão “motivações pessoais”.

“Um soldado afeto ao próprio destacamento encontra-se desaparecido e há fortes indícios de que o mesmo esteja envolvido nos acontecimentos”, lê-se no comunicado divulgado. “Não existem indícios de ligação destes factos com o narcotráfico. Presume-se estarem na origem destes acontecimentos motivações pessoais, que excluem a ideia de atentado contra o Estado de Cabo Verde”.

As onze vítimas são todas do sexo masculino, com idades entre os 20 e os 51 anos. Oitos eram militares do destacamento e as restantes três eram civis. “Dos três civis, dois são técnicos de nacionalidade espanhola, que se encontravam em Cabo Verde a prestar serviços no local e um de nacionalidade cabo-verdiana que também trabalhava com a equipa espanhola”, acrescenta o Governo.

No mesmo documento, é ainda esclarecido que nas ruas da cidade da Praia “não se verificaram” tiroteios e os aeroportos “estão a funcionar normalmente, não tendo sido nunca fechados”. Nas últimas horas, foi noticiado o encerramento dos aeroportos e do espaço aéreo cabo-verdiano, no entanto o Expresso apurou junto da Transportadora Aérea Portuguesa (TAP), que o avião com saída marcada de Lisboa às 20h45 e com destino à cidade da Praia iria levantar voo.

Na seguimento do ataque, as autoridades locais encontraram um carro abandonado próximo da Cidadela (nas imediações da capital), onde foram recolhidas “nove espingardas e munições”. Segundo avançou ao Expresso uma fonte local, ao final da tarde desta terça-feira, “esse carro teria sido alugado pelos dois cidadãos espanhóis”.

“O Governo lamenta e muito esta tragédia e garante que todo o apoio e solidariedade serão prestados aos familiares das vítimas. Recomenda calma e serenidade à população”, concluí.