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Apesar da aliança de rivais, Trump segue forte para nova etapa das primárias

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Spencer Platt

Sondagens antecipam vitórias do magnata nas votações republicanas desta terça à noite no Connecticut, Delaware, Maryland, Pensilvânia e Rhode Island. Do lado democrata, Hillary Clinton lidera as sondagens de intenção de voto nos cinco estados

É uma espécie de pacto de não-agressão o acordo que Ted Cruz e John Kasich anunciaram no domingo à noite, a apenas dois dias das votações desta terça-feira nos estados do Connecticut, Delaware, Maryland, Pensilvânia e Rhode Island.

Os dois rivais republicanos de Donald Trump na corrida pela nomeação do partido decidiram formar uma aliança contra o magnata, enterrando o machado de guerra para unirem o eleitorado e impedirem que Trump garanta os 1237 delegados necessários para disputar a presidência dos EUA em novembro.

Sob esse acordo, o governador do Ohio, Kasich, abdica de concorrer às primárias no estado do Indiana, que vai a votos a 3 de maio, em troca de o senador pelo Texas não se candidatar às primárias no Oregon (17 de maio) e no Novo México (7 de junho). Trump já reagiu ao pacto dos rivais, chamando-lhes "patéticos" e garantindo que de nada servirá.

"O conluio muitas vezes é ilegal em várias indústrias e ainda assim estes dois insiders de Washington tiveram de recorrer a conluios para permanecerem vivos [na corrida]. Eles estão matematicamente mortos e este ato só demonstra, como fantoches de dadores e de interesses especiais, o quão fracos são e quão fracas são as suas campanhas."

À medida que se aproxima o fim do processo das primárias norte-americanas, Ted Cruz, número dois da corrida, continuava até este domingo empenhado em destronar o mais moderado dos candidatos republicanos com palavras, numa tentativa de ficar sozinho a disputar a nomeação com Trump. Na semana passada, o senador acusou Kasich de não abandonar a corrida para dividir o eleitorado e para garantir o lugar de vice-presidente de Trump. Daí que o acordo entre ambos tenha sido recebido com alguma surpresa, embora sejam públicos os esforços de quase todos dentro do partido para evitar que o incendiário multimilionário consiga a nomeação.

Apesar de o acordo não se aplicar às votações desta terça-feira, o timing do anúncio tem toda a intenção de alterar as intenções de voto de parte dos republicanos que vão esta noite às urnas naqueles cinco estados. De acordo com as últimas sondagens, Trump deverá sair vencedor em todos eles.

Em disputa do lado republicano está um total de 172 delegados eleitorais, com os 16 do Delaware a serem atribuídos diretamente ao primeiro classificado. De acordo com as regras do partido, os 38 delegados do Maryland e os 71 da Pensilvânia estão, na sua maioria, afetos ao candidato que ficar em primeiro lugar nesse estado. Os restantes serão distribuídos proporcionalmente pelos três homens da corrida consoante o número de votos que receberem.

Do lado democrata, as sondagens antecipam a vitória de Hillary Clinton sobre Bernie Sanders nas cinco votações. Os dois únicos candidatos à sucessão de Barack Obama dentro do partido estarão a disputar um total de 462 delegados esta noite, distribuídos proporcionalmente. Neste momento, a ex-secretária de Estado tem garantidos 1446 delegados, contra os 1202 já firmados pelo senador do Vermont. Para garantir a nomeação democrata, um candidato precisa de alcançar um mínimo de 2383 delegados.