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Terrorismo: Bélgica apela a abordagem coordenada da UE para partilha de dados

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JOHN THYS/AFP/Getty Images

O ministro da Justiça belga lamentou que a Bélgica não tenha recebido, na mesma medida, a cooperação que deu para combater o terrorismo e faz um apelo à União Europeia a favor de uma maior coordenação no combate ao terrorismo

A União Europeia (UE) necessita de uma abordagem coordenada na luta contra o terrorismo, declarou esta segunda-feira no Parlamento Europeu o ministro da Justiça belga. Koen Geens sublinhou a importância de existir uma troca de informação no domínio da segurança.

O foco deverá assentar na recolha e partilha de dados eletrónicos das redes sociais de modo a prevenir atentados como os que ocorreram em Bruxelas no mês passado. “Os terroristas estão a usar o Viber, WhatsApp, Twitter, Skype ou o Facebook para comunicarem uns com os outros”, relembrou Koen Geens, acrescentando que se há uns anos era possível confiar na cooperação entre operadoras de telecomunicações e investigadores, hoje as empresas de redes sociais não têm mostrado a mesma disponibilidade. “A comunicação com estes está longe de ser ideal.”

Além disso, Geens sublinhou a necessidade de troca de informações entre entidades e países, dando o exemplo da necessidade do registo de passageiros aéreos (PNR, na sigla inglesa) ser cruzado com “outras bases de dados de segurança.” “O ideal seria um sistema europeu PNR, mas a realidade é outra. Sou a favor da iniciativa dos Países Baixos de juntar muitos Estados-membros para aplicar um mesmo sistema entre si.”

O ministro da Justiça belga lamentou ainda, na comissão de Liberdades Civis e de Assuntos Internos e da Justiça, que a Bélgica não tenha recebido, na mesma medida, a cooperação que deu para combater o terrorismo.

Apesar de ter reconhecido “alguns erros” por parte das autoridades belgas no combate ao terrorismo e radicalização, recordou que “dois terroristas foram mortos em Verviers”, em janeiro de 2015, e que existiu um desmantelamento de células terroristas. Geens recusa a maioria das críticas apontadas à Bélgica neste contexto, sublinhando que até 2014 foram realizadas, em média, oito condenações por terrorismo, número que subiu exponencialmente nesse ano (com 55 condenações) e em 2015 (com 115 condenações). Isto “mostra a prioridade na investigação ao terrorismo”, conclui.