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Internacional

Venezuela impõe limites ao consumo de eletricidade para enfrentar crise energética

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Thomas Coex

A partir da próxima semana, haverá menos quatro horas de energia elétrica por dia no país ao longo de 40 dias, anunciou o ministro da Energia, Luis Motta Dominguez

A Venezuela vai introduzir cortes periódicos na energia elétrica a partir da próxima semana, numa medida que prevê o corte de eletricidade durante quatro horas por dia ao longo dos próximos 40 dias, num esforço para dar resposta a uma grave crise energética que tem assolado o país no último ano por causa da queda dos preços do petróleo, o principal produto exportado pelos venezuelanos.

O anúncio foi feito na quinta-feira à noite pelo ministro da Energia, Luis Motta Dominguez, que explicou que o período de suspensão elétrica será anunciado a cada dia em jornais e websites dos ministérios e que garantiu que esses cortes nunca irão acontecer entre as 20h e as 12h do dia seguinte.

Também na quinta-feira à noite, a principal produtora de cervejas da Venezuela, a Polar, anunciou que vai suspender as operações de produção por não ter dólares para comprar cevada no estrangeiro. Responsável pela produção de 80% da cerveja do país, a Polar disse ainda que 10 mil trabalhadores serão afetados pela medida de emergência.

O Presidente venezuelano, Nicolás Maduro, tem acusado a elite empresarial do país de estar em conluio com os Estados Unidos para destruir a economia do país, acusando também o presidente da Polar, Lorenzo Mendoza, de estar aliado à oposição que neste momento domina o Parlamento.

Muitos empresários e membros da oposição responsabilizam o governo pela crise energética e a escassez de bens de primeira necessidade, culpando a má gestão económica de Maduro e o controlo de capitais introduzido pelo seu antecessor, Hugo Chávez, em 2003.