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Timor apoia candidatura de Guterres à ONU

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OCTÁVIO PASSOS / LUSA

Numa resolução aprovada por unanimidade pelo Parlamento Nacional de Timor-Leste, elogiam-se a “integridade e elevada capacidade diplomática” do ex-alto comissário das Nações Unidas para os Refugiados

O Parlamento Nacional timorense aprovou esta semana por unanimidade uma resolução de apoio a António Guterres como secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU), cargo ao qual é candidato.

A resolução aprovada defende que "António Guterres é detentor de uma experiência incomparável no plano internacional". O "carácter humanista, integridade e elevada capacidade diplomática" são também outros fatores que, para os timorenses, o tornam um candidato "altamente qualificado para ocupar o cargo de secretário-geral das Nações Unidas".

Os timorenses destacam ainda a "longa carreira política dedicada ao serviço público" do ex-primeiro-ministro português e ex-alto comissário das Nações Unidas para os Refugiados, marcada pela "acérrima defesa dos mais altos valores e princípios universais dos direitos humanos".

Foi durante o mandato de Guterres como primeiro-ministro de Portugal que Timor-Leste alcançou a autodeterminação a nível internacional, facto que os timorenses não esquecem. Assim, lê-se na resolução, "os esforços diplomáticos de António Guterres foram determinantes" para a questão, conduzindo ao referendo de 1999 "que conduziu à libertação do povo timorense e restauração da independência e, depois, à intervenção das Nações Unidas no território nacional".

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