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Tensões entre a Rússia e os Estados Unidos aumentam

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OLGA MALTSEVA / AFP / Getty Images

Moscovo tem apostado no fortalecimento da sua frota submarina, especialmente nas costas da Escandinávia e Escócia, Mediterrâneo e Norte do Atlântico, uma atitude que os EUA entendem ser uma resposta ao domínio da NATO. “Regressámos à competição das grandes potências”

A costa da Escandinávia e Escócia, o Mar Mediterrâneo e o Norte do Atlântico são as zonas que os submarinos de ataque russos andam a patrulhar, naquilo que o Ocidente considera ser uma resposta ao domínio submarino da NATO e dos Estados Unidos (EUA).

“Regressámos à competição de grandes potências”, declarou ao “The New York Times” o almirante John M. Richardson, a mais alta patente dos EUA na Europa. As tensões entre Moscovo e Washington espelham um contexto de crescente rivalidade militar entre as duas partes, reminiscente do período da Guerra Fria.

Richardson explica que as patrulhas russas aumentaram cerca de 50% ao longo do ano passado, demonstrando o interesse explícito do Presidente Vladimir Putin na expansão e modernização militar, nomeadamente da sua frota submarina nuclear e capacidades de guerra cibernética, no campo técnico e geográfico. A ação de Moscovo, neste contexto, já se expandiu não apenas ao Norte do Atlântico, mas também à Síria e Ucrânia.

Como resposta, os EUA estão a alargar o orçamento previsto para a guerra submarina e terrestre, apostando em tecnologia sofisticada para monitorizar comunicações encriptadas de submarinos russos e embarcações tripuladas remotamente (drones). Vários analistas independentes norte-americanos veem a expansão russa como um desafio legítimo aos Estados Unidos e à NATO, organização que desde 1999 começou a bater às portas da Rússia com sucessivos alargamentos e tem a Bósnia e Herzegovina, Montenegro e Geórgia como candidatos a novos membros.

“Penso que muitas pessoas não entendem a forma visceral como a Rússia vê a NATO e a União Europeia como uma ameaça existencial”, sublinha ainda em entrevista o comandante naval norte-americano, referindo-se à maneira como Moscovo olha para o Ocidente e expansão da NATO e UE ao Leste Europeu.

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