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Presidente do Equador cria imposto temporário sobre fortunas para financiar reconstrução

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HENRY ROMERO/REUTERS

Medidas como o aumento imediato do IVA por um ano ou a cobrança de um dia de trabalho por cada mil euros de salário mensal foram anunciadas esta quinta-feira para fazer frente aos enormes estragos provocados pelo sismo do passado sábado, que provocou mais de 570 mortos

O Presidente do Equador anunciou uma série de medidas económicas de emergência para garantir a reconstrução do país, após o forte sismo de sábado passado que já provocou pelo menos 570 mortos e milhares de feridos.

De acordo com Rafael Correa, o custo da reconstrução pode ultrapassar os três mil milhões de dólares (2650 milhões de euros), numa altura em que o Banco Mundial já previa uma contração da economia do país calculada em 2%, muito por causa da queda dos preços do petróleo nos últimos meses.

Para garantir que o país será reconstruído de forma célere, Correa declarou à população que todos os estratos sociais têm de contribuir para a causa. "A sociedade é construída através de compromissos institucionais, com ações coletivas organizadas", declarou em direto na televisão ao final do dia desta quarta-feira (madrugada de quinta em Lisboa). "É assim que uma sociedade moderna responde a este tipo de desastre e que cada equatoriano, dentro das suas possibilidades, contribui para a recuperação desta nossa terra-mãe."

Entre as medidas de reforço económico anunciadas contam-se:

* Aumento do IVA de 12% para 14%, de forma imediata e por um prazo de um ano

* Imposto único sobre cada fortuna superior a um milhão de dólares (885 mil euros) correspondente a 0,9% da riqueza

* Cada pessoa que tenha um vencimento mensal superior a mil dólares terá de pagar ao Estado por mês o equivalente a um dia de trabalho; os que fizerem mais de dois mil dólares o equivalente a dois dias de trabalho e por aí fora, até a um limite máximo de cinco dias por mês

* Venda de bens do Estado não identificados para já