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Obama vai a Londres pedir aos britânicos que fiquem na União Europeia

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OZAN KOSE/ Getty Images

O Presidente norte-americano deverá recorrer ao facto de ser o maior aliado do Reino Unido fora da União Europeia para aconselhar os britânicos a permanecerem no bloco, antecipando-se que vá argumentar que a prosperidade e influência do país irão ser irreversivelmente diminuídas no cenário Brexit

As antecipadas declarações públicas de Barack Obama a favor da manutenção do Reino Unido na União Europeia vão acontecer esta sexta-feira, dia em que o Presidente norte-americano vai dar uma conferência de imprensa ao lado do primeiro-ministro britânico David Cameron, em Downing Street, para pedir à população do país que escolha ficar dentro do bloco europeu no referendo de 23 de junho.

A notícia está a ser avançada esta quinta-feira pelo "The Guardian", que diz que Obama não só irá opor-se publicamente ao Brexit como irá assinar um artigo de opinião sobre o assunto a ser publicado no mesmo dia (supõe-se que nesse jornal britânico).

Segundo o diário, o Presidente norte-americano deverá recorrer ao facto de ser o maior aliado do Reino Unido fora da UE para aconselhar os britânicos a permanecerem na união, antecipando-se que vá argumentar que a prosperidade e influência do país irão ser irreversivelmente diminuídas no cenário Brexit.

Na próxima segunda-feira, o assunto volta a estar subrepticiamente na agenda do Presidente norte-americano, que volta a encontrar-se com Cameron, a par de Angela Merkel, Matteo Renzi e François Hollande, em Hanover, na Alemanha, para discutir as situações na Síria, na Líbia e a consequente crise de refugiados com que a UE continua a braços. A mensagem implícita nessa reunião, aponta o "The Guardian", é a de que o Reino Unido fora do bloco não teria sido convidado para um conclate transatlântico de tal importância.

Os que defendem a permanência do Reino Unido na União Europeia esperam que o apoio fulcral de Obama vá ditar mais apoios à sua campanha, numa altura em que sondagens recentes apontam que o Brexit tem estado a ganhar adeptos nos últimos meses.