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Ministro belga rejeita acusações de estigmatização da comunidade muçulmana

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Popoulação muçulmana protesta em Molenbeek contra a discriminação

NICOLAS MAETERLINCK / AFP / GettyImages

“Uma parte significativa da comunidade muçulmana [belga] dançou quando os ataques acorreram.” É esta a frase que está a causar polémica na Bélgica e que já levou a que Jan Jambon fosse comparado a Donald Trump

O ministro belga da Administração Interna Jan Jambon rejeitou esta quarta-feira as acusações de que está a ser alvo, após ter afirmado que “uma parte significativa da comunidade muçulmana [belga] dançou quando os ataques acorreram.”

Sem nunca referir diretamente os atentados no aeroporto e numa estação de metro de Bruxelas que mataram 32 pessoas no mês passado, Jambon sublinhou, no entanto, que é preciso esperar pelo relatório da polícia para confirmar a veracidade destes factos. “Todas as pessoas sabem que estas coisas acontecem. Eu não tenho o relatório da polícia. Existiram celebrações, mas não muitas... vários serviços confirmaram que não eram rumores e que viram isto. O que pensam, que vou estigmatizá-los dizendo os nomes das ruas e distritos?”

O ministro da Administração Interna está a ser acusado pelas suas declarações ao jornal de língua flamenga “De Standaard” no sábado passado, onde afirmou ainda que existe um “cancro” de extremismo que está a alastrar pela sociedade belga, sublinhando que o Governo está focado em combatê-lo.

As declarações do membro do partido de direita Nova Aliança Flamenga estão a ser comparadas, por alguns media internacionais, às que o candidato presidencial norte-americano Donald Trump proferiu quando disse que os muçulmanos celebraram o 11 de Setembro de 2001, o ataque às Torres Gémeas em Nova Iorque.

Jambon acusou ainda os residentes muçulmanos de Molenbeek de atacarem a polícia durante uma operação que levou à detenção de Salah Abdeslam. “Os terroristas podemos apanhar, removê-los da sociedade. Mas eles são apenas uma parte. Debaixo disso há um cancro que é muito mais difícil de tratar. Podemos fazê-lo, mas não será do dia para a noite.”