Siga-nos

Perfil

Expresso

Internacional

Visita de Obama à Arábia Saudita assombrada pelo radicalismo

  • 333

AUDE GUERRUCCI/EPA

O Presidente norte-americano inicia esta quarta-feira uma visita ao país que é um dos seus interlocutores mais próximos no Médio Oriente. País que é também apontado como um dos grandes apoiantes do radicalismo islâmico

O Presidente Barack Obama partiu esta quarta-feira para Riade, após ter prometido vetar um projeto de lei que permitiria aos familiares das vítimas do 11 de Setembro e aos Estados Unidos processarem Estados como a Arábia Saudita pelo apoio ao terrorismo.

“Se abrirmos a possibilidade de os indivíduos e os Estados Unidos poderem começar a processar rotineiramente outros governos, então também tornamos mais fácil a possibilidade de os Estados Unidos serem continuamente processados por pessoas de outros países”, disse o Presidente norte-americano numa entrevista emitida na terça-feira pela CBS.

Quinze dos 19 terroristas envolvidos nos atentados de 2001 eram sauditas, assim como o líder da Al-Qaeda, Osama Bin Landen. O wahhabismo é uma vertente extrema do islão e foi gerada na Arábia Saudita. Além disso, o país tem sido apontado como um dos grandes patrocinadores do radicalismo islâmico. Algo que tem vindo a ser cada vez mais realçado tanto pelos políticos republicanos como pelos democratas nos Estados Unidos.

“Para todos os aspetos positivos da nossa aliança com a Arábia Saudita, há outro lado da Arábia Saudita para lá daquele que surge diante de nós no relacionamento bilateral, e esse é um lado que não podemos mais ignorar à medida que a nossa luta contra o extremismo islâmico se torna mais focado e complicado”, afirmou anteriormente o senador democrata Chris Murphy, em declarações citadas pela “NBC News”.

Neste primeiro dia da visita à Arábia Saudita, Obama reúne-se com o rei Salman bin Abdulaziz em Riade. Na quinta-feira, participará na cimeira do Conselho de Cooperação do Golfo (CCG), um encontro que conta com os líderes do CCG (Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos, Koweit, Qatar, Omã e Bahrein).

Segundo disse o porta-voz da Casa Branca na conferência de imprensa diária, os aliados norte-americanos têm “diferenças significativas” sobre várias questões, que Obama espera resolver durante a sua visita a Riade.