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“Toda a família queria que salvássemos o bebé”

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Ao longo de 55 dias, uma mulher grávida foi mantida viva para o filho se desenvolver. O bebé nasceu em janeiro, às 26 semanas de gestação. Agora, aos três meses foi finalmente para casa. As máquinas que mantinham a mãe viva foram desligadas após o parto

Um bebé polaco nasceu à 26º semana de gestação, em janeiro deste ano. A mãe estava em morte cerebral e foi mantida ligada às máquinas por quase dois meses para que o bebé pudesse desenvolver-se. Só agora foi, finalmente, para casa.

“Foi uma longa batalha de 55 dias. Nós, médicos, queríamos que o pequenino crescesse-se o máximo possível, mas a certa altura já representava um grande perigo para a sua vida”, explicou Barbara Krolak-Olejnik, chefe da equipa neonatal do Hospital Universitário em Wroclaw, citada pela AFP.

A mãe, de 41 anos, foi diagnosticada com um tumor cerebral, que provocou lesões graves. Às 17 semanas de gestação, a mulher deu entrada naquela unidade hospitalar. Dada a situação, a família apelou aos médicos para que o bebé sobrevivesse. “Toda a família queria que salvássemos o bebé”, contou a média, segundo a Associated Presse.

A equipa de neonatal esperou até ao último momento. Tentou manter o bebé o máximo de tempo possível dentro da barriga da mãe. Após 55 dias, já não havia mais nada a fazer. “Então, decidimos avançar com o parto”.

“O pequenino” nasceu de cesariana e apenas com um quilo. Foi colocado imediatamente nos cuidados intensivos e esteve, nos últimos três meses, numa incubadora.

As máquinas da mulher foram desligadas após o parto.

Depois das complicações, o bebé saiu finalmente do hospital. Na semana passada, o pai já pode levar a criança para casa. Já tem três quilos e é saudável. “Mas temos de ser pacientes e esperar para ver como cresce”, lembra a médica.