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Fortíssimas réplicas do sismo continuam a abalar o Equador e já há mais de 500 mortos confirmados

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HENRY ROMERO/REUTERS

Prosseguem as buscas com recurso a cães pisteiros e escavadoras mecânicas, mas há cada vez menos esperanças de encontrar sobreviventes entre os escombros

Nos últimos dados oficiais o número de mortos subiu para 525 e os feridos para 4 mil em consequência do forte sismo que abalou o Equador no sábado, fazendo desabar casas e pontes de cidades costeiras e aldeias piscatórias do país.

Portoviejo e Pedernales foram as duas cidades mais afetadas. Enquanto têm lugar funerais, as operações de busca e resgate prosseguem, com recurso a cães pisteiros e escavadoras mecânicas, e num cheiro a putrefação. Com o passar dos dias torna-se cada vez menos provável encontrar pessoas com vida entre os escombros.

Entretanto, já foram registadas 436 réplicas do sismo, uma das quais, ocorrida terça-feira na zona norte da costa, atingiu a magnitude 6 na escala de Richter.

Milhares de pessoas perderam as suas casas e sem acesso a água potável, tornando-se vulneráveis a doenças. A Cruz Vermelha Espanhola calcula que 100 mil pessoas precisam de auxílio.

Os números de desaparecidos são altamente divergentes. O ministro do Interior afirmou que dois mil haviam sido dadas como desaparecidas desde o sismo, 300 das quais já teriam sido entretanto localizadas. Mas o ministro da Defesa refere apenas 231 desaparecidos. Diversas organizações internacionais estão a enviar auxílio.

O presidente Rafael Correa declarou que a reconstrução custará cerca de 2,6 mil milhões de euros.

O governo da Coreia do Sul anunciou esta quarta-feira que vai oferecer 615 600 euros para ajudar a minimizar as consequências do sismo.