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Trump e Clinton lideram em Nova Iorque, Sanders promete luta

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A jogar em casa, Donald Trump é o favorito para vencer as primárias republicanas em Nova Iorque. Entre os democratas quem lidera é Hillary, mas Bernie Sanders (na foto) quer roubar-lhe o protagonismo

© Lucas Jackson / Reuters

O estado de Nova Iorque vai a votos esta terça-feira em mais uma etapa das primárias republicana e democrata às presidenciais de 8 de novembro. Trump e Hillary lideram as sondagens, mas entre os democratas Bernie Sanders acredita na vitória

“Se ganharmos em Nova Iorque, vamos chegar à Casa Branca.” A declaração não pertence nem à líder da corrida democrata, Hillary Clinton, nem ao líder da corrida republicana, Donald Trump, que estão à frente nas intenções de voto para as primárias do estado de Nova Iorque, esta terça-feira.

A declaração foi proferida por Bernie Sanders, o senador pelo Vermont nascido e criado em Brooklyn que, nas últimas semanas, ganhou em sete dos oito estados que levaram a cabo primárias democratas, num inesperado golpe à vitória pré-anunciada de Clinton.

A ex-secretária de Estado que foi senadora por Nova Iorque quer acreditar que a vitória esta noite está garantida e os inquéritos de opinião parecem apontar que será mesmo ela a chamar a si a maioria dos 291 delegados democratas em disputa.

Se assim for, irá cimentar a liderança da corrida e ficar um passo mais perto da nomeação do partido na convenção de julho. Mas se esta corrida presidencial tem provado alguma coisa é que há sempre espaço para novas surpresas e uma vitória inesperada de Sanders, apesar de mantê-lo atrás da rival em número de delegados, galvanizaria a sua campanha e abriria a fase mais renhida da corrida democrata.

O mesmo se passa do lado republicano com o incendiário Donald Trump, nascido em Nova Iorque, onde criou o império de imobiliário e hóteis que fez dele um multimilionário. Só que no caso do populista, uma derrota inesperada terá um sabor mais amargo do que para Clinton, afastando-o ainda mais do mínimo necessário de 1237 delegados para garantir a nomeação republicana.

Esta terça-feira, Trump disputa com o senador Ted Cruz e com o governador do Ohio, John Kasich, 95 dos 769 delegados que ainda estão por atribuir até à convenção nacional de julho. Neste momento, Trump conta com 743, contra 543 para Cruz e 144 para Kasich (para além dos 171 que tinham sido escolhidos para apoiar o candidato Marco Rubio, que desistiu da corrida, e que ainda não foram redistribuídos).

Se, ao contrário do que preveem as sondagens, Trump não vencer, é possível que a 26 de abril, na próxima etapa da corrida à nomeação do partido, perca de vez todas as esperanças em disputar a Casa Branca pelo Partido Republicano.

Nesse dia, vão a votos os estados do Connecticut, Delaware, Maryland, Pensilvânia e Rhode Island — estando em disputa um total de 172 delegados republicanos (os 16 de Delaware serão atribuídos ao primeiro classificado e os 109 de Maryland e Pensilvânia quase todos a quem sair a ganhar nesses estados). Do lado democrata haverá 462 delegados a serem disputados entre Clinton e Sanders.