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Navios da União Europeia prontos para avançar para águas líbias

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À frente de um Governo apoiado pela ONU, o primeiro-ministro Fayez al-Sarraj é o novo homem forte da Líbia

© Hani Amara / Reuters

O novo primeiro-ministro líbio pediu auxílio europeu, mas a questão é sensível pois poderá colocar em causa a sua independência, numa altura em que precisa de se afirmar e ganhar o apoio do Parlamento

A União Europeia (UE) vai avançar com um plano de envio de especialistas para a Líbia e de alargamento da sua operação naval no Mediterrâneo até às águas líbias, foi anunciado no âmbito das primeiras conversações levadas a cabo com o novo governo do país.

Reunidos em Bruxelas, os ministros dos Negócios Estrangeiros e da Defesa da União Europeia estiveram, segunda-feira, em vídeoconferência com o novo primeiro-ministro líbio, Fayez al-Sarraj, que solicitou auxílio no combate ao tráfico de migrantes, na luta contra o autodenominado Estado Islâmico (Daesh) e ajuda para a reconstrução do país fraturado.

Em resposta, os líderes da UE indicaram que a operação naval Sophia, que têm em curso em águas internacionais no Mediterrâneo, poderá ser alargada a águas líbias para auxílíarem a guarda costeira líbia.

A UE também acordou em gastar 100 milhões de euro em auxílio humanitário, que passa pelo restabelecimento do fornecimento de água e de eletricidade nas cidades afetadas pela guerra.

Não foi contudo explicitado de que modo iria a União Europeia operar em território líbio.

A questão é sensível pois o novo governo líbia está a tentar afirmar-se e ganhar o apoio do Parlamento e a interferência da UE e das Nações Unidas poderá colocar em causa a sua independência.

“Nós estamos prontos para apoiar o Governo”, afirmou a responsável da política externa da UE, Federica Mogherini, que presidiu ao encontro em Bruxelas. “O nosso trabalho pode começar agora”, frisou.

A declaração UE reconheceu que o Governo líbio, formado na semana passada, não controla todo o território e apelou às “milícias existentes e grupos armados para que respeitem a sua autoridade”.

Nesse sentido, indicou também que irá pôr fim aos “contactos oficiais” com todas as “instituições paralelas” e que irá colocar na lista negra aqueles que “ameacem a paz, estabilidade e segurança na Líbia, ou que minem a transição política”.