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Estratégia do ministro da Justiça britânico: defender que saída da UE “vai libertar o Reino Unido”

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Gove é um dos ministros do governo de David Cameron que estão contra o primeiro-ministro na defesa da Brexit

Dan Kitwood

Media britânicos estão a avançar esta manhã os conteúdos do discurso que Michael Gove planeia fazer esta tarde em Londres em defesa do chamado Brexit e em resposta ao cenário negro pintado pelo europeísta e grande amigo, o chanceler do Tesouro George Osborne

Michael Govee vai acusar os que apoiam a manutenção do Reino Unido na União Europeia, incluindo o primeiro-ministro britânico David Cameron, de tratarem as pessoas como "meras crianças", depois do seu amigo próximo e colega do governo, o chanceler do Tesouro George Osborne, ter avisado num relatório que se o chamado Brexit se concretizar as finanças do Reino Unido vão ficar com um buraco de 36 mil milhões de libras (45,5 mil milhões de euros).

De acordo com o "The Guardian" e a BBC esta manhã, o responsável pela pasta da Justiça no governo conservador de Cameron, que é um dos pesos-pesados da campanha pela saída da União Europeia (Brexit), vai referir que o relatório de 200 páginas compilado pelo Tesouro demonstra que se o país continuar a integrar o bloco europeu a imigração continuará a aumentar a um nível de centenas de milhares de novas entradas por ano – com intenções de comprovar, desta forma, que o governo não está a cumprir a promessa de reduzir as chegadas de imigrantes ao Reino Unido para um número inferior às 100 mil por ano.

Um dia depois de os media britânicos terem sido dominados pelo relatório de Osborne, e depois de a campanha oficial para o referendo de 23 de junho ter sido oficialmente lançada na passada sexta-feira, Gove irá declarar aos apoiantes do Brexit: "A campanha para ficar quer que nós acreditemos que a Grã-Bretanha está desfeita e partida. Eles tratam as pessoas como meras crianças, tornando-as assustadas ao ponto da obediência à medida que criam um novo bicho-papão a cada noite." Gove planeia ainda pintar a saída da UE como "uma renovação patriótica" e a oportunidade para um "momento galvanizador, libertador e de capacitação" dos britânicos.

De acordo com as estimativas do Tesouro, a saída da União Europeia custaria às famílias britânicas 4300 libras (cerca de 5400 euros) por ano até 2030 e implicaria menos 36 mil milhões de libras (45,5 mil milhões de euros) em impostos. Segundo sondagens divulgadas no final da semana passada a propósito do início oficial da campanha para a consulta de junho, há cada vez mais britânicos a apoiarem a saída da União Europeia.