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China condena delator à morte por divulgar 150 mil documentos secretos

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Etienne Oliveau / Getty Images

Televisão estatal chinesa diz que Huang Yu foi detido, julgado e condenado em 2011 por ter entregado documentos confidenciais a uma “organização de espionagem estrangeira”

Um técnico de computadores de Sichuan identificado como Huang Yu, que trabalhava para um departamento do Estado chinês, foi condenado à morte por divulgar mais de 150 mil documentos secretos a uma potência estrangeira não citada pelos media.

A notícia foi avançada pela televisão estatal esta madrugada, revelando uma série de detalhes sobre o caso, uma postura pouco comum pelos media do regime. De acordo com a emissora, Yu trabalhava num departamento onde estão guardados documentos confidenciais do regime chinês, mas era um "mau funcionário" e foi despedido.

De acordo com a narrativa dos canais estatais, o homem cedeu à ira provocada pelo despedimento e contactou uma "organização de espionagem estrangeira" na internet, oferecendo-se para lhes vender documentos que obtivera no antigo emprego. Os encontros para a troca de informações terão acontecido no sudeste asiático e em Hong Kong, onde acabaria por entregar os mais de 150 mil documentos ao alvo não revelado, contendo segredos sobre o Partido Comunista Chinês, sobre o exército e sobre as finanças do gigante asiático.

O facto de viajar tantas vezes para a região levantou suspeitas e conduziu à sua captura em 2011, altura em que foi julgado e condenado à morte, avançou ainda a televisão estatal. Na notícia não foi revelado se ou quando é que aconteceu a execução nem onde ou como é que Yu foi julgado.