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Presidente do PT pede aos apoiantes de Dilma que continuem nas ruas a fazer pressão

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Rui Falcão, presidente do Partido dos Trabalhadores (PT)

Beto Barata

Rui Falcão diz que o movimento pela impugnação da Presidente brasileira, liderado pelo líder do Parlamento “corrupto” e pelo vice-presidente que é “o conspirador geral da República”, venceu uma batalha mas “não ganhou a guerra contra o povo”

O presidente do Partido dos Trabalhadores (PT), Rui Falcão, pediu na noite deste domingo (madrugada de segunda em Portugal) aos militantes e apoiantes do governo de Dilma Rousseff que continuem a manifestar-se nas ruas contra o golpe orquestrado por membros do Partido do Movimento Democrático Brasileiro (PMDB), como forma de pressão ao Senado para que não dê aval à impgunação aprovada na câmara baixa do Congresso.

Falando aos jornalistas no final da votação na câmara dos deputados, Falcão declarou que "os donos do dinheiro, os media monopolizados, os traidores dos partidos que se dizem de centro, o conspirador geral da República Michel Temer e o corrupto Eduardo Cunha ganharam a primeira batalha", mas ainda "não ganharam a guerra contra o povo”.

As declarações foram proferidas assim que se comprovou o mínimo necessário de votos a favor da destituição da atual Presidente do Brasil na câmara baixa do Congresso. Numa praça de São Paulo onde foram montados ecrãs gigantes para acompanhar a votação, o coordenador do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST) Josué Rocha também falou aos apoiantes do PT e aos jornalistas para criticar os resultados e prometer a manutenção dos protestos.

“Ainda não está perdido. Permaneceremos na rua, lutando pela democracia contra o golpe, contra esta farsa. A partir de amanhã [segunda-feira], as ruas do país serão tomadas pelo povo trabalhador”, prometeu Rocha, dizendo que os próximos alvos de atos como este serão Cunha, "esse corrupto e bandido que acha que pode conduzir um golpe nesse país” e "o conspirador Temer", que "acha que pode usurpar uma Presidenta que foi eleita por milhões de brasileiros”.

Cunha e Temer, ambos do PMDB, acusam Dilma de ter manipulado as contas públicas antes das eleições presidenciais de há dois anos para garantir a vitória nesse plebiscito. Recorde-se que ambos estão, tal como o antecessor de Dilma, Lula da Silva, envolvidos no escândalo de corrupção que está a ser investigado na operação LavaJato.

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