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Venezuela altera fuso horário para poupar energia

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JUAN BARRETO/GETTY IMAGES

Depois de decretar que as sextas-feiras serão feriado durante dois meses, e de o horário de trabalho ter sido reduzido de 40 para 36 horas no início do ano, há mais uma mudança em curso

O presidente venezuelano, Nicolás Maduro, anunciou quinta-feira uma alteração no fuso horário do país, a solução encontrada para poupar eletricidade e fazer frente crise energética provocada na Venezuela por causa do fenómeno ambiental El Niño.

A mudança ocorrerá a partir de maio, mas não são conhecidos mais pormenores. “Temos de nos adaptar, para que as alterações [climáticas] afetem o menos possível a qualidade de vida e a felicidade do nosso povo. Estamos diante de um fenómeno de seca que é quase uma tragédia ambiental”, disse o presidente.

Esta não é uma medida isolada. Na semana passada, outra decisão tinha sido anunciada, com Maduro a determinar que o sector público não trabalhará nenhuma sexta-feira durante os meses de abril e maio.

No início do ano já o horário de trabalho tinha sido reduzido de 40 para 36 horas, também pela questão da poupança de energia - uma opção muito criticada pelos empresários, que garantem estar em causa uma significativa perda económica para o país.

Os cortes de energia tornaram-se frequentes na Venezuela. Segundo o Comité de Afetados pelos Apagões, associação citada pelo “El País”, entre janeiro e março registaram-se mais de 8.250 interrupções no abastecimento elétrico; com os especialistas a recearem estar para breve o colapso das centrais termoeléctricas, havendo o risco de grande parte do país ficar literalmente às escuras.

Apesar de o governo culpar o fenómeno El Niño pelas dificuldades e multiplicar-se em medidas de emergência, a oposição considera que foi o executivo que falhou na gestão dos recursos e do sistema eléctrico.

Em 2007, também o então presidente Hugo Chávez decretou a mudança da hora na Venezuela, atrasando os relógios do país 30 minutos.

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