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Suspeito de ataque no metro de Bruxelas “tinha explosivos e decidiu não detoná-los”

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Philippe Huguen

Informação é avançada pelo jornal belga “De Standaard” esta sexta-feira, citando declarações de Osama Krayem, o homem identificado através do sistema de videovigilância do metropolitano e detido há uma semana na capital belga

Osama Krayem, o homem que acompanhava o bombista-suicida Jalid el-Bakraoui no dia do ataque à estação de metro de Maelbeek em Bruxelas, disse aos investigadores belgas que tinha consigo um saco cheio de explosivos mas que "no último minuto" decidiu não os detonar.

A notícia foi "avançada esta sexta-feira pelo jornal belga "De Standaard". Krayem, que foi identificado pelas autoridades em imagens cpatadas pela câmaras de vigilância da estação e detido na sexta-feira passada na capital belga, tinha inicialmente dito que não sabia que o seu amigo ia cometer um atentado.

Mas mais tarde terá confessado à equipa de investigação que não foi uma coinciêndia estar com Jalid àquela hora na estação de metro de Pétillon, onde embarcaram em direção a Maelbeek, uma estação às portas da Comissão Europeia. “Sabia exatamente o que íamos fazer, mas no último instante decidi desistir", terá dito Krayem de acordo com o diário belga.

O homem foi identificado pelas autoridades belgas em imagens CCTV ao lado de El-Bakraoui, o mais novo dos dois irmãos que participaram nos dois atentados de 22 de março em Bruxelas. Ibrahim el-Bakraoui foi um dos responsáveis pelo atentado-bombista no aeroporto de Zaventem durante a manhã desse dia, horas antes de o seu irmão se fazer explodir no metro no centro de Bruxelas. Os ataques coordenados e reivindicados pelo autoproclamado Estado Islâmico (Daesh) provocaram 32 mortos e mais de 350 feridos.