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Salah Abdeslam tinha consigo planta de centro alemão de investigação nuclear

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Polícia belga terá encontrado documento no apartamento de Bruxelas onde o principal suspeito dos atentados de Paris viveu escondido durante meses até ser capturado

Os media alemães avançam esta quinta-feira que entre os documentos encontrados pela polícia belga no apartamento de Bruxelas onde Salah Abdeslam viveu escondido estava uma planta do centro de investigação de física nuclear Jülich, situado no estado alemão da Renânia do Norte-Vestfália. O instituto fica perto da fronteira com a Bélgica e é usado para armazenar lixo atómico. A informação ainda não foi oficialmente confirmada.

Fontes citadas pelo grupo de media Redaktionsnetzwerk Deutschland (RND) garantem que a planta foi descoberta entre os documentos que estavam na posse do principal suspeito dos atentados que, em novembro do ano passado, provocaram 120 mortos em Paris — e que foi detido num subúrbio de Bruxelas a 18 de março deste ano, dias antes de a capital belga ser palco de novos atentados bombistas que vitimaram 32 pessoas a 22 de março.

As fontes citadas, que serão membros de um comité de controlo parlamentar alemão cujas reuniões são confidenciais, garantem que Hans-Georg Maassen, diretor da agência interna de serviços secretos da Alemanha (BfV), passou esta informação à comissão de nove pessoas "no final de março".

As mesmas fontes garantem ainda que, nessa reunião, Maassen avançou que Abdeslam tinha igualmente em sua posse no apartamento de Bruxelas artigos da internet e fotografias do diretor do instituto Jülich, Wolfgang Marquardt. Os media do RND dizem que não é claro se o chefe da secreta passou esta informação à chanceler Angela Merkel ou ao Ministério do Interior alemão.

Precisamente um mês antes de Salah Abdeslam ter sido detido em Bruxelas, os serviços de combate ao terrorismo belgas tinham desmentido uma notícia avançada pelo jornal "La Dernière Heure” que dava conta de que o autoproclamado Estado Islâmico (Daesh) — que reivindicou os atentados de Paris e de Bruxelas — tinha planos para atacar uma ou mais centrais nucleares.

Nascido e criado na Bélgica e filho de pais marroquinos, Abdeslam, de 26 anos, era procurado pelas autoridades belgas e francesas desde os atentados de novembro em Paris e foi detido quatro dias antes de bombistas-suicidas do Daesh terem levado a cabo ataques no aeroporto belga de Zaventem e na estação de metro de Maelbeek, em Bruxelas, provocando 32 mortos e mais de 300 feridos.