Siga-nos

Perfil

Expresso

Internacional

Obama quer perdoar dívidas de estudantes com incapacidade permanente

  • 333

MANDEL NGAN/GETTY

Nos EUA são muitos os estudantes universitários que têm que pedir ajuda aos bancos. O Presidente Barack Obama prepara-se para criar um regime especial de proteção para os casos de alunos inválidos

Chegar ao primeiro emprego com uma soma de dívidas. Esta tem sido a realidade de muitos estudantes universitários nos Estados Unidos, que são obrigados a pedir empréstimos para concluírem os estudos.

A dívida dos universitários é um problema crescente no país, sobretudo entre a classe média, face à subida das matrículas e das propinas anuais nas universidades desde a crise de 2007. Cerca de 70% dos alunos norte-americanos contraem empréstimos para terminar o ensino superior, segundo os dados oficiais.

A criação de condições para o alívio da dívida dos estudantes tem sido uma das prioridades da administração Obama no sector educativo. Segundo o “The Washington Post”, o Presidente norte-americano prepara-se agora para criar um regime de proteção especial para os casos de invalidez, perdoando as dívidas de estudantes portadores de deficiência ou incapacidade permanente.

De acordo com o jornal, a administração norte-americana planeia perdoar 7,7 mil milhões de dólares (6,8 mil milhões de euros) de dívida de alunos universitários com invalidez.

Desde há quatro anos que a legislação no país previa que os estudantes portadores de deficiência pudessem beneficiar do alívio das suas dívidas. No entanto, eram poucos os que de facto usufruíam dessa medida, alguns até por desconhecimento. Com as alterações propostas agora o processo será mais facilitado.

“Os americanos com deficiência ou incapacidade permanente têm o direito ao alívio dos empréstimos para estudar. E precisamos de tornar esse processo mais simples para que recebam os benefícios que lhe são devidos”, declarou o secretário de Estado da Educação Ted Mitchell.

Os alunos que pediram empréstimos aos bancos deverão começar a receber, já na próxima semana, uma carta do governo a explicar os procedimentos necessários para usufuírem da medida, que deverá beneficiar 400 mil estudantes.