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FMI: Inflação na Venezuela deve disparar para 4600%

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FEDERICO PARRA/GETTY

As previsões do Fundo Monetário Internacional são referentes a 2021

No auge da crise económica e social, agravada pelo impacto da queda do preço do petróleo, não há sinais positivos para a Venezuela. Antes pelo contrário. As previsões mais recentes do Fundo Monetário Internacional (FMI) são tudo menos animadoras: o produto interno bruto (PIB) do país deverá cair 8% este ano e 4,5% no próximo.

“A incerteza política e a contínua queda do preço do petróleo agravaram os desequilíbrios macroeconómicos e as pressões”, afirma o FMI num relatório divulgado esta terça-feira.

Numa altura em que faltam à população os bens essenciais – água, comida e medicamentos – a expectativa é que os preços dos bens continuem a subir. Segundo o relatório do FMI, a espiral inflacionista vai prolongar-se nos próximos anos, atingindo 2200% já em 2017. Até lá, a inflação continuará a subir, de 720% este ano para 4600% em 2021.

Por sua vez, a taxa de desemprego deverá disparar para 17% este ano e para 20% em 2017, de acordo com o organismo.

Em janeiro, o líder do FMI para a região já tinha alertado que a economia venezuelana estava numa situação dramática. “A falta de moeda estrangeira e de bens essenciais, incluindo alimentos, tiveram consequências trágicas. Os preços continuarão numa espiral fora de controlo”, disse Alejandro Werner, confirmando que a Venezuela regista a maior taxa de inflação do mundo.

Na semana passada, o Presidente venezuelano decretou que todas as sextas-feiras serão feriado durante os próximos seis meses face à crise energética que enfrenta o país.

O líder da oposição venezuelana Henrique Capriles tem acusado o Governo de Nicolás Maduro de ignorar o sofrimento da população, ao recusar a oferta de ajuda externa, nomeadamente de medicamentos.

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